V E S T I B U L A R UNIT
MENU

Estudos tentam descobrir o impacto provocado pela memória afetiva alimentar

Paralelo ao desejo envolvendo alimentos degustados na infância, especialistas alertam para os cuidados a serem adotados diariamente

às 11h48
Compartilhe:

Haverá o dia em que o ato de resistir a uma determinada comida será uma execução de menor pressão ao nosso cérebro. Ao longo das últimas décadas, sucessivos experimentos científicos nos oferecem algumas pistas sobre o que acontece em nosso íntimo quando optamos por certos alimentos. No campo do estudo e da prática nutricional, gastronômica e psicológica, há um entendimento unificado de que a cor, atrelada ao aroma e sabor, podem contribuir para que o consumo de determinados alimentos vá além daquela quantidade que o corpo necessita. Quando um determinado sabor te remete à memória afetiva, a luta contra o consumo abusivo pode se tornar ainda mais difícil.

A professora do curso de Nutrição da Universidade Tiradentes (Unit), Sandra Cristina da Cruz Maia, domina bastante este assunto, e garante que as tentações são múltiplas, bem como estão presentes em todos os ambientes. Entre um dos exemplos práticos está o aroma peculiar do café, ou mesmo da pipoca. Por mais que a consciência da pessoa indique desinteresse pelo consumo desse tipo de alimento, muitas vezes o cheiro faz com que mecanismos psicológicos o remetam, em frações de segundo, em se interessar pela comida. Esses atrativos não estão apenas no aroma.

“Quantas e quantas vezes a gente se depara com uma propaganda e passa a querer certo alimento? Isso acontece no sofá de casa, no cinema, no teatro… é um jogo da sedução alimentar que se não tivermos controle pessoal, há risco de consumir o que até então não desejava, como também além daquela quantidade que imaginava”, destacou. Para além da cautela envolvendo a quantidade a ser consumida, a professora destaca os cuidados ao escolher e degustar cada alimento. Muitas vezes, a língua se torna incapaz de identificar a baixa nutricional de determinado alimento.

“Somente quando o alimento está realmente muito abaixo da qualidade que se espera será possível identificar claramente o desgaste; a língua é o único órgão responsável por sentir de imediato o sabor. Quando falamos de cuidado estamos nos referindo também ao manuseio da comida preparada”, enalteceu Sandra Cristina que reforçou ao garantir que a má higienização das mãos e a lavagem não consistente dos alimentos podem contribuir para futuros problemas estomacais. Conforme pontuado, a refeição pode obter ótimo cheiro, cores vivas, mas estar inadequado para consumo.

Estudos

Experimentos científicos nos oferecem pistas sobre como nosso cérebro computa cada escolha. “Vários fatores influenciam nossa escolha do que comer. O que está disponível no supermercado; o que é conveniente; o que é acessível financeiramente; ou aquele que traz boas lembranças são alguns dos exemplos. Se alimentar é uma ação que nos provoca prazer, mas é preciso ter cuidado para não enfrentar indigestões futuras. Uma dica é comer com atenção plena, sem pressa”, completou.

 

Leia também:

 Professora da Unit faz alerta sobre o consumo de alimentos ultraprocessados

Compartilhe: