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Fandoms e Fanfictions: contribuição na educação

Membros da Diretoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Unit produziram artigo e a revista científica Acta Scientiarum Education publicou. Confira material em resumo e link.

às 19h21
Diante da convergência midiática, as formas de produção e de disseminação de conteúdos se alteram, bem como as práticas de escrita e leitura. Confira os desdobramentos no artigo abaixo. Tem link ao final.
Diante da convergência midiática, as formas de produção e de disseminação de conteúdos se alteram, bem como as práticas de escrita e leitura. Confira os desdobramentos no artigo abaixo. Tem link ao final.
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Cristiane de Magalhães Porto, Renata Tavares Benia e Daniella de Jesus Lima
Diretoria de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade Tiradentes

Diante da convergência midiática, as formas de produção e de disseminação de conteúdos se alteram, bem como as práticas de escrita e leitura. Já os sujeitos cercados pelas mídias acabam apresentando, inclusive, novas posturas. No atual momento, com o destaque das narrativas transmidiáticas, nasce um novo contexto em relação à produção de conteúdos em uso pelo sujeito. Este, por sua vez, passa a ser autor da própria história, caracterizada por traços de uma já existente, como é o caso das fanfictions. Logo, este estudo aborda as fanfictions, tangenciando a convergência midiática, as narrativas transmidiáticas, de modo a ilustrar a ênfase para o eixo da educação.

O porquê disso vem a ser justificado pelo abrigo em que se situam: a sociedade. Por meio de trocas entre os indivíduos, as histórias transladam um campo vulnerável às transformações inerentes a elas. Assim, as histórias podem ser corporificadas em muitas formas de apresentação: escrita, oralidade, representações visuais etc. Elas têm importância não somente pela faculdade do sujeito em relação à memória propriamente especificada, mas também pela oralidade como traço intrínseco que cria a ponte de comunicação entre os sujeitos num dado espaço da sociedade.

Logo, a sociedade conta história e também escreve as suas próprias. A atividade de contar histórias vem a manifestar no sujeito o poder de ser uma espécie de autor, de tal modo que independe de faixa etária, classe social, dentre outros critérios envolvidos em torno disso. Igualmente, importante se faz ressaltar que, por meio desse contexto, nas épocas passadas, o ato de contar uma história evocava a participação de um ouvinte (posto que a escrita não estava no contexto). Desta forma, por outro lado, atualmente assume-se por ângulo diferente, embora tal forma continue a existir.

O ato de contar histórias, em tempos contemporâneos, sugere um novo viés. Com o desenvolvimento da leitura e da escrita somado à convergência midiática, conforme pontua Jenkins (2009), essa prática nitidamente denota transformações no eixo da sociedade onde é presidida. Admite-se, então, nova postura dos sujeitos no que concerne à produção da sua escrita, tal como se inaugura uma nova perspectiva acerca de trocas de informações e, ainda, a disseminação do conteúdo.

Narrativas transmidiáticas

Essa ideia abriga a questão das narrativas transmidiáticas. E isso acontece a partir do momento em que o texto “caminha” em variadas mídias de maneira que reflita certo tipo de linguagem para cada tipo de mídia. Ao entrar em contato com um universo específico e, por conseguinte, transformá-lo em ponto de abordagem ou modificá-lo a partir de sua própria história, tais narrativas estão a cargo da posse do sujeito.

Quando se abordam as narrativas transmidiáticas, supõe-se que esse termo seja contemporâneo. De fato é, no entanto, suas raízes não são atuais. Instaladas no ambiente essencialmente on-line, elas nascem na esfera da cultura de convergência das mídias, apontando sobre a nova forma de produção, disseminação e apreensão dos conteúdos em tal âmbito. Se, por um lado, as narrativas são vulneráveis às novas formas de produção e de disseminação, por outro lado, o sujeito não precisa conhecer totalmente a história principal para alcançar o contexto em termos de entendimento. Basta que esse sujeito se engaje em um universo específico, na medida em que também se engaje na atividade de análise, somada à produção de outra perspectiva para tal universo, ou que o abarque.

Para Renó (2012), o conhecimento preside na rede, levando em consideração que a forma de aprender se torna evidente e possível também no ambiente on-line, especialmente pelo contato e compartilhamento, pela interação com outros usuários. Pela prática das fanfictions, em acréscimo à interação, torna-se possível evidenciar como as práticas de ler, escrever, interpretar, analisar, lançar comentários podem expor benefícios no contexto que cerca os usuários.

O artigo está disponível no site da revista científica Acta Scientiarum Education. Para acessar a obra na íntegra, clique aqui.

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