Ser um desastre no trabalho dos sonhos dói, mas ensina grandes lições

Ser um desastre no trabalho dos sonhos dói, mas ensina grandes lições

21 de maio de 2018 Off Por Denise Gomes

Ser um profissional de sucesso é uma meta na carreira de muita gente que se prepara adquire experiência e passa a assumir desafios cada vez maiores. Mas, é aí que pode morar o perigo. Afinal, acidentes de percurso acontecem durante a carreira e ser um desastre no trabalho dos sonhos pode doer muito, mas ensina grandes lições.

“Não podemos partir do pressuposto que na nossa carreira teremos somente sucesso. Existe um erro muito grande que é a gente não se preparar para os momentos de baixa, que são importantíssimos na nossa carreira, pois inspiram renovação e quanto mais resistimos a isso, ou seja, ao recomeçou e mesmo inovação, que pode ser de um serviço, produto, seja na forma de nos relacionarmos e de olharmos para a nossa carreira. Esses ‘acidentes’ de carreira por muitas vezes nos ajudam a dar um salto, mas tudo irá depender de como a gente encara essa ‘queda’, por assim dizer”, destacou Cristiane Barreto, coach e especialista em carreiras.

Um bom exemplo, é o caso do escultor europeu Emanuel Santos, de 41 anos, que no ano passado se dispôs a fazer um busto em homenagem ao jogador português Cristiano Ronaldo e que seria um presente para um aeroporto que passaria a levar o nome do craque. O protótipo foi aprovado pelo diretor do aeroporto e, em 29 de março de 2017, o atacante português inaugurou o busto durante cerimônia no aeroporto. Mas, a escultura em nada se parecia com o jogador e o grande sonho do escultor, que era ter seu trabalho reconhecido e valorizado, se tornou um pesadelo, pois através das redes sociais e da imprensa mundial, o episódio virou motivo de piada.

“Às vezes as graças estão travestidas de desgraças, pois um aparente fracasso pode ser um trampolim para um grande salto. Fomos muito estimulados a desenvolver inteligência intelectual e isso é indispensável. No entanto, precisamos ir além e desenvolvermos inteligência emocional, que são os aspectos da autoconsciência, adquirir habilidades sociais nas relações, automotivação, ou seja, não esperar que a motivação venha de fora. Além disso, há a necessidade de desenvolvimento da inteligência da adversidade, que diz que aquele profissional mais preparado para o mercado de trabalho é aquele que vai saber lidar com crises”, enfatizou a coach.

E como em toda boa história, o escultor ganhou uma segunda chance e pode refazer o busto, que quando reinaugurado surpreendeu a todos por sua perfeição. Questionado sobre como lidou com a dimensão global de opiniões a que foi alvo, o escultor disse que aprendeu a lidar com as críticas e tirou forças do pequeno número de vozes que viam o lado positivo do seu trabalho para poder seguir em frente.

“Essa segunda chance quem primeiro precisa nos dar somos nós mesmos, pois se não fizermos isso, iremos nos esbarrar sempre em nossos próprios erros. Geralmente, uma nova ordem é precedida por um caos e precisamos não só pensarmos positivo, mas buscarmos mudanças e fazermos por onde conquistarmos essa renovação, pois a vida é cíclica, então nós vamos vivendo ciclos e sempre há um que morre para que possamos renascer”, ressaltou Cristiane Barreto.

 

Ficou curioso para saber o antes e depois do busto criado pelo escultor? Então, assista aos vídeos:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=102&v=tnd4CtXmQTE

https://www.youtube.com/watch?v=STB-0RVhyhI