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Sorrindo para a Vida, um projeto humanizado

Clínica de bebês da Unit é referência no Nordeste no atendimento às crianças com microcefalia através do projeto Sorrindo para a Vida

às 22h58
Fernanda dos Santos Bezerra, no dia em que completou dois anos
Fernanda dos Santos Bezerra, no dia em que completou dois anos
A odontopediatra Aline Soares e algumas mães com seus bebês
Pacientes com atendimento especial
Ana Carolina Silva Moura inicia o tratamento de João na Clínica
Thiago Ferraz , em atendimento
As mães acompanham todo o processo
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Sob a supervisão da professora e Odontopediatra Aline Soares Monte Santo, acadêmicos de Odontologia da Unit que possuam como requisito mínimo terem cursado a disciplina de Odontopediatria participam como voluntários desde 2016 do Projeto Sorrindo para a Vida.

De lá para cá, a equipe já observou avanços nos pacientes, a exemplo de crianças que começaram a caminhar e a falar. Além do tratamento odontológico, o “Sorrindo para vida” oferece assistência interdisciplinar com profissionais e estudantes de nutrição, psicologia, enfermagem, direito, com o objetivo que as crianças e seus familiares tenham acesso a auxílio de saúde e direitos garantidos. Nesta quarta-feira, dia 28, é o encerramento das atividades deste ano. O projeto será retomando em 2019, juntamente com o ano letivo. De 2016 até agora, cerca de 50 crianças já foram atendidas.

À cada sessão que ocorre durante as tardes das quartas e manhãs das sextas, quinzenalmente, durante o período letivo, cinco pacientes recebem atendimento na Clínica de Bebês, enquanto que suas mães participam de atividades de interação.

“Cerca de 50 crianças de Sergipe, Alagoas e Bahia já foram atendidas pelo Projeto”, salienta a professora Aline. Ela explica que o atendimento a pacientes de outros estados se dá pela falta do serviço nos respectivos locais e pelo pioneirismo da Unit que já está se tornando uma referência a nível de nordeste.

“Para nós alunos de graduação, ter a oportunidade de trabalhar com essas crianças especiais é muito enriquecedor porque vivenciamos muito mais que as experiências de sala de aula”, opina Thiago Ferraz da Silva com o olhar de quem extrapola a busca pela solução do problema e alcança o contexto social no qual estão inseridos os pacientes. Ele ingressou no projeto no início do ano por entender a sua importância e se diz sempre surpreso com a força de vontade e dedicação das mães pelos seus filhos. “Aqui consigo atender e entender muito além do que a universidade me proporciona”, complementa Thiago. Decidido a se especializar na área ele exerce o cargo de presidente da Liga de Odontopediatria de Sergipe.

“A vivência que proporciona este projeto vai preparar o aluno muito mais para o mercado de trabalho”, comenta a coordenadora do curso, professora Simone Alves Garcez Guedes. Ela evidencia que o projeto é multidisciplinar e não apenas preventivo e curativo. “Há escutas em rodas de conversas com as mães sobre suas necessidades e a partir delas disponibilizamos outros serviços a exemplo do atendimento jurídico através do Núcleo de Práticas Jurídicas da Unit”, explica a professora Simone.

O projeto vem crescendo de tal forma que coordenação da clínica de Odontologia da Unit juntamente com todos os envolvidos já pensa em ampliar para até cinco anos o atendimento às crianças com microcefalia.

Os problemas mais frequentes

Bebês com microcefalia tem um comprometimento neuromotor acentuado o que prejudica a deglutição, gera mal oclusões, altera a erupção dentária, provoca manchas com impactos estéticos, e cáries que ainda representa o maior problema de saúde pública mundial apesar dos avanços para o seu combate.

Instruções e orientações supervisionadas dadas de diversas formas às mães dos bebês contribuem para a diminuição dos problemas de saúde e a garantia de uma higiene eficaz.

Como incluir o bebê no projeto

O procedimento de inclusão da criança no projeto é muito simples: basta que a mãe entre em contato com a clínica e informe que tem um bebê com microcefalia. Feito um agendamento, é necessária apenas a apresentação da certidão de nascimento do paciente acompanhado do comprovante de residência e documento de identidade dos pais.

O que dizem as mães sobre o atendimento

Tatiane Bispo dos Santos é mãe de três filhos: um com 18, outro com quatro e Eloá Valentina, com dois anos. Residente em no município de Socorro ela soube do atendimento do projeto na Clínica de Bebês através do grupo de mães cujas crianças são portadoras da microcefalia.

“Minha filha estava precisando de atendimento e eu não sabia aonde encontrar e foi a partir do grupo que tomei conhecimento desse projeto”, diz Tatiane que frequenta a clínica há oito meses com Eloá.

Mãe de Fernanda dos Santos Bezerra, com dois anos e 10 meses, Edna dos Santos Silva se viu obrigada a largar o trabalho para cuidar da criança. Sem condições financeiras e é residente do Bairro Santa Maria, encontrou no projeto  Sorrindo para a Vida a oportunidade de oferecer os cuidados bucais que sua filha necessita.

“Acho o projeto maravilhoso não só na parte bucal e sim pelo acolhimento que recebemos. Somos muito bem tratados e ninguém olha a deficiência do nosso filho”, comenta Edna que também é mãe de Guilherme com quatro anos.

Ana Carolina Silva Moura veio de Lagarto com seu filho João Mariano Dória Anchieta para o primeiro atendimento. Cheia de expectativa pelas boas referências obtidas sobre o projeto ela acredita que o seu filho de três anos está em excelentes mãos. “Já temos excelentes informações de outras mães de que esse projeto oferece atendimento humanizado”, comenta.

“Eles fazem de tudo para agradar a nós e aos nossos filhos, diz Laiza Silva Santos, uma das mães pioneiras na participação do Sorrindo para a Vida. Yasmim Vitória das Silva Santos, sua filha, completa três anos no próximo dia sete e frequenta a Clínica de Bebês onde é desenvolvido o projeto  desde o início do projeto.

A ideia inicial

O projeto foi idealizado pela professora Saione Cruz e atende gratuitamente bebês de zero a três anos portadores de microcefalia. Gestante no período em que o surto da doença provocada pelo Zika Vírus provocou o nascimento de inúmeras crianças com o problema e sensibilizada pela causa a docente sugeriu à coordenação do curso a criação de um projeto que atendesse aos bebês portadores da doença.

A Clínica Odontológica da Unit está localizada  na Rua  Siriri , 263- Centro. O telefone para atendimento é o 3218-2306.

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