V E S T I B U L A R UNIT
MENU

Empoderamento feminino é debatido nas Nações Unidas

A professora doutora, Grasielle Vieira, comenta sobre a necessidade de discutir sobre o empoderamento feminino, lembrando que faz parte da ODS número 05

às 19h01
Imagem: Freepik
Imagem: Freepik
Coordenadora do PPGD Unit, professora doutora Grasielle Vieira
Compartilhe:

O ato de empoderar significa dar ou conceder poder para si próprio ou para outras pessoas. Empoderar representa a ação de atribuir domínio ou poder sobre determinada situação, condição ou característica. Para as mulheres, o empoderamento acontece quando há a conscientização para reivindicarem seus direitos, garantindo que possam estar cientes da luta pela total igualdade entre os gêneros em diversos cenários sociais.

Durante muito tempo, foi negado às mulheres o direito de assumirem posições de poder na sociedade. Para a coordenadora do Programa Pós-graduação em Direitos Humanos (PPGD) da Universidade Tiradentes (Unit), professora doutora Grasielle Vieira, é necessário  falar sobre o empoderamento das mulheres. 

“A conscientização das desigualdades e das opressões ilumina o caminho que pode ser atravessado numa perspectiva individual e também coletiva. A autoeducação com respeito e o autoconhecimento contribuem para entendermos em que contexto vivemos. Rever a própria história auxilia nesse processo de reconhecimento das opressões. Infelizmente, na perspectiva da educação tradicional, as primeiras opressões ocorrem no ambiente familiar, regido pelo patriarcado e machismo, oprimindo as meninas e mulheres”, afirma.

O  tema tem sido debatido pelas Nações Unidas, sendo o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) número 05 que trata da Igualdade de Gênero como uma das metas para extinguir com todas as formas de violência e discriminação, e empoderar meninas e mulheres nas esferas públicas e privadas.

“Apesar de ser uma agenda mundial para cumprimento até 2030, este objetivo específico tem muitos desafios, pois vivemos numa sociedade com inúmeras desigualdades: sociais, econômicas, culturais e de gênero, que geram violências nas diversas esferas: institucional, política, familiar, doméstica, social, e de diversas formas: moral, psicológica, física, sexual, patrimonial.Vale destacar que  no caso da violência doméstica, esta é democrática e pode atingir qualquer mulher, independente da classe, raça ou etnia”, ressalta doutora Grasielle. 

Em 2020, o ranking mundial de desenvolvimento humano realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), mostrou que o Brasil ocupa a 93ª no índice de desigualdade de gênero. Países como Líbia, Malásia e Líbano estão à frente no que diz respeito a questões relacionadas à empoderamento, saúde reprodutiva e na atividade econômica.

“Ainda precisamos enfrentar/ultrapassar a concepção universal de mulher, ou seja, precisamos da perspectiva interseccional, com recorte de classe, racial e de etnia para enfrentar todas essas violências que são visíveis e invisíveis é bem desafiador e complexo, pois dependendo do grupo de mulheres que estamos analisando, as realidades e opressões são diversas, por exemplo: mulheres negras, indígenas, trans’, salienta.

Mesmo com tantos desafios pela frente, Grasielle ressalta a importância do empoderamento feminino em uma perspectiva de enfrentar desigualdades. “Em uma sociedade estruturada pelo machismo e racismo é desolador, estressante e muito intenso. Apesar do cansaço da luta, sigo resistente e com esperança em dias melhores. Cada pessoa é única e terá suas próprias experiências. Apesar da luta ser coletiva. Tem uma frase da Audre Lorde que gosto muito e inclusive foi a epígrafe do meu livro que fala: ‘eu não sou livre enquanto alguma mulher não o for, mesmo quando as correntes dela forem muito diferentes das minhas”, conclui.

 

Com informações da UFG

Leia mais: Debate sobre enfrentamento à violência contra a mulher encerra Agosto Lilás

Compartilhe: