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Biomedicina: Protagonismo no avanço da saúde é tema de Jornada

Diante da pandemia da Covid-19, profissionais da saúde ganharam ainda mais destaque na sociedade. A biomedicina é uma das áreas emergentes.

às 15h49
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Em meio a um ano conturbado e cheio de mudanças, principalmente na área da saúde, relembrar a importância dos profissionais da saúde merece destaque. Pensando nisso, o curso de Biomedicina da Universidade Tiradentes realizou Jornada, no início de novembro, com o tema “Protagonismo da Biomedicina no avanço da saúde”.

A escolha do tema e as relações com o cotidiano foram lembrados pela coordenadora da área da saúde da Unit, professora Juliana Dantas, que aproveitou para enfatizar a importância dos biomédicos. “Vocês foram muito felizes por escolher este tema, pois o biomédico teve um enorme protagonismo neste último ano com várias conquistas, atuando na ciência e forma fundamentais nas pesquisas relacionadas à Covid 19”, frisou.

A egressa do curso de Biomedicina da Unit, mestre e doutoranda em genética e biologia molecular pela Universidade de Campinas (UniCamp), Mariene Amorim, cursou graduação sanduíche na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, onde desenvolveu diversos estudos celulares, biológicos e nanomedicina. 

Em sua participação no evento, frisou a relação dos biomédicos com o cotidiano em uma apresentação autoral sobre os ‘Avanços na vigilância epidemiológica para o controle e prevenção de doenças virais emergentes’. “O conceito de vírus começou a ser utilizado em 1892 através dos danos causados à plantações de tabaco, e quando falamos em vírus o tamanho chega a ser relevante, pois eles entram na célula, seu material genético vai ser replicado, e daí há uma reprodução do vírus fora da célula. Os vírus evoluem porque sofrem modificação no material genético desde a entrada até a saída da célula”, explicou Mariane.

Ainda em sua apresentação, Mariene lembrou e alertou sobre a vigilância genômica do SARS- CoV- 2, vírus responsável pela pandemia da Covid 19, onde há uma dificuldade para a prova das causas da reinfecção, mesmo através de testes RT PCR e análises genômicas das células de pessoas infectadas. A variação do SARS- CoV- 2 foi fator decisivo para a descoberta das variantes gama P1, em Manaus, a P2 em outras localidades e a P4, todas surgidas no Brasil. Além desta, a variante Alpha também fez surtos em Campinas, cidade residente e estudada pela palestrante. 

“A variante Alpha gerou surtos em um convento, com freiras acima dos 50 anos, e em um lar de idosos, por isso é importante a combinação da vigilância genômica e genética para a identificação desses surtos, mas não foram observadas gravidades nos idosos, pois já haviam sido vacinados com a Corona Vac, com exceção de uma morte de um senhor de 90 anos, com diversos problemas de saúde.”, completou.

Acompanhe a live na íntegra:

 

Por Raquel Passos e Andreeyvyd Almeida

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