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Crise Hídrica encarece a conta de luz do brasileiro: o que fazer?

Professor da Unit explica como o uso das termelétricas gerou um gasto maior na geração de energia, aumentando o preço da conta de luz

às 22h48
Imagem: Freepik
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A conta de energia tem sido um dos maiores problemas da população brasileira na hora de colocar as contas em dia. Desde agosto, o consumidor está submetido à bandeira tarifária “escassez hídrica”, a mais cara a ser aplicada. De acordo com Cleiton José, professor de Engenharia Elétrica da Universidade Tiradentes, o uso de termelétricas, que poluem mais e geram energia mais cara, para evitar um apagão gerou um gasto maior com geração de energia no Brasil.

“Apesar de ser viável tecnicamente, o custo da geração de energia proveniente das termelétricas é mais alto em virtude da utilização da queima de combustíveis fósseis que, em geral, são mais caros e mais poluentes. Com a crise hídrica, elas ganharam força por serem uma opção que atende às demandas energéticas do país”, explica.

Segundo previsões do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as termelétricas irão custar cerca de R$ 13,1 bilhões até novembro. O governo acionou todas as usinas termelétricas em maio para evitar o racionamento. Na época, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tinha colocado em prática a bandeira tarifária vermelha 1.

No fim de agosto, a Aneel anunciou a bandeira de  “escassez hídrica”, no valor de R$ 14,20 por 100 kWh. Segundo a decisão da Aneel, a bandeira ficará em vigor até 30 de abril de 2022. Mas o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) já afirmou que não há previsão de quando a crise irá terminar. Cleiton José reitera que o valor só deve voltar a diminuir com o retorno gradual das chuvas e o consequente aumento do nível de água dos reservatórios, além de maiores investimentos na geração de energias renováveis como é o caso da geração eólica e solar. 

Pensando no cenário atual, o professor reforça algumas dicas. “Nesse momento, o mais importante é fazer o uso racional da energia elétrica adotando medidas simples como regular a temperatura dos freezers, da geladeira e do ar-condicionado para opção média, evitar aberturas excessivas da geladeira, evitar tomar banho quente, optar pela iluminação natural e passar ferro só em roupas essenciais”. 

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