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Extensão nos currículos integra cerca de 1.200 alunos em projetos

No semestre 2021-2, estudantes de 10 cursos participam de 144 projetos extensionistas, dentro de novo componente curricular, e haverá ampliação.

às 22h44
As atividades de extensão devem compor, no mínimo, 10% do total da carga horária curricular dos cursos de graduação (Acervo/Grupo Tiradentes)
As atividades de extensão devem compor, no mínimo, 10% do total da carga horária curricular dos cursos de graduação (Acervo/Grupo Tiradentes)
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Começam a aparecer os primeiros resultados do plano de curricularização da extensão nas instituições de ensino do Grupo Tiradentes. A integração dos projetos e atividades de extensão universitária aos desenhos curriculares dos cursos de graduação entrou em vigor desde agosto, com o início do semestre 2021-2, através da disciplina Experiência Extensionista I. Desde então, 10 cursos ofertam a extensão como componente curricular, com cerca de 1.200 alunos matriculados participando de 144 projetos executados atualmente, através da Ferramenta de Gestão de Projetos. O total equivale a 30% de projetos executados em 38 parcerias ativas.

O balanço é considerado positivo pelo diretor de Educação Corporativa do Grupo Tiradentes, professor Marcos Wandir Nery Lobão, que detalhou o Plano de Ação da Diretoria de Operações Acadêmicas, desenvolvido em parceria com todas as coordenações de extensão das Instituições de Ensino Superior (IES) do GT. O trabalho foi desenvolvido a partir de uma agenda de encontros semanais com os coordenadores de extensão, que optaram por dividir o plano de ação em nove etapas:

  1. Levantamento dos projetos de extensão que estavam em andamento nas IES, com o objetivo rever a estrutura dos projetos de forma a atender as especificidades dos atividades extensionistas a serem desenvolvidas no projeto da curricularização da extensão. 
  2. Levantamento das parcerias nas IES do GT e a elaboração de um cronograma de trabalho, direcionado a captação de novas parcerias e projetos para atender as ações vinculadas a Resolução nº 7 de 2018, do Conselho Nacional de Educação (CNE).   
  3. Construção de planilhas com estimativa de número de alunos que estariam matriculados na Experiência Extensionista I em 2021/1.
  4. Plano de estruturação do Núcleo interdisciplinar de Extensão por IES, por IES. 
  5. Planilha de Operacionalização das atividades de Extensão
  6. Edital de convocação para contratação dos professores
  7. Seleção e Capacitação dos professores preceptores
  8. Participação na Jornada Pedagógica 2021/2 com Webinar, palestras e cursos
  9. Definições e ajustes na Ferramenta de Gestão de Projetos.

Essa adaptação está prevista no Plano Nacional da Educação 2014/2024 e reforçada pela resolução do CNE. Ela determina que as atividades de extensão componham, no mínimo, 10% do total da carga horária curricular dos cursos de graduação. Assim, a participação em atividades extensionistas se tornou componente curricular obrigatório para o projeto pedagógico. “As competências técnicas saem do contexto teórico e passam a ser devolvidas na prática, voltadas para a comunidade. E o estudante passa a ter uma visão de mundo diferenciada, que contribui para uma melhor formação técnica e social”, diz Wandir. 

Para o vice-presidente acadêmico do Grupo, professor Temisson José dos Santos, esse tema é importante porque ele passa a ser uma obrigatoriedade para instituições de ensino superior. “A Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação nacional já contemplava o tripé (pesquisa, ensino e extensão) em universidade. Ao final de 2018, saiu a resolução que remodela esse tripé e o coloca na estrutura de extensão para dentro dos cursos de graduação. Por isso a curricularização, que significa inserir dentro do currículo”, explica, frisando que “todos os novos currículos” dos cursos ofertados pelo Grupo “já têm em sua estrutura curricular, experiências extensionistas, exatamente como prevê a regulamentação”.

Ampliação 

A tendência é que outros projetos extensionistas desenvolvidos pelas instituições de ensino, seja individualmente ou em parceria, sejam agregados aos cursos a partir de 2022-1, através de uma nova disciplina. “Além da oferta da Experiência Extensionista I, iniciada neste período, haverá também a oferta da Experiência Extensionista II, novos cursos, projetos, trilha de aprendizagem, resultando em novas experiências para os alunos do Grupo Tiradentes no próximo semestre”, conclui Marcos Wandir. 

Temisson, por sua vez, destaca que a curricularização da extensão acontece em duas frentes. A primeira é de forma interdisciplinar, com projetos, programas, oficinas, cursos inseridos na graduação de forma a ser com sincronismo real. E a segunda frente diz respeito às ações de benefício à sociedade, seja nas comunidades, associações de bairro ou mesmo uma empresa.

“Projeto de extensão é quando se consegue medir o antes e depois, mostrar que com aquela intervenção que foi feita, houve modificação, contribuição à sociedade”, reforçou o vice-presidente, destacando que as estruturas criadas dentro do plano montado no Grupo Tiradentes vão dar conta da operação da extensão. “Não haverá nenhum aluno daqui por diante que entre na instituição sem ter participado de experiências extensionistas. Será como se fosse uma matéria obrigatória”, concluiu. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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