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Novos desafios para a Educação: alunos com altas habilidades

Alunos com superdotação e altas habilidades precisam de acompanhamento educacional diferenciado, explica professora da Unit.

às 13h02
Professora Angélica Piovesan
Professora Angélica Piovesan
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Pensamento rápido e apurado, vocabulário amplo, talento para resolver equações, criatividade extrema, raciocínio avançado, foco e atenção preciosos e alta sensibilidade. Essas são algumas das características das crianças superdotadas ou com altas habilidades, que também incluem aptidão para atividades intelectuais, artísticas ou esportivas que parecem ser inatas, uma vez que essas pessoas apresentam tais características sem que se possa explicar como aprenderam. 

No Brasil, de acordo com o Censo Escolar 2020, há 24.424 estudantes com perfil de altas habilidades/superdotação matriculados na educação especial, mas o número real pode ser ainda maior. A Professora do curso de Psicologia da Universidade Tiradentes, Angélica Piovesan, que também possui especialização em Neuropsicologia e é pesquisadora das áreas de Altas Habilidades/Superdotação, Neurociência Cognitiva, Transtornos do Neurodesenvolvimento e Educação especial, explica que devemos reconhecer a necessidade de excelência nos diversos campos do conhecimento como fator de desenvolvimento social. 

A psicóloga também explica que para o diagnóstico de altas habilidades é preciso que a pessoa apresente habilidade acima da média, criatividade e envolvimento com a tarefa. É por meio da intersecção desses três pontos que é possível identificar um aluno superdotado. “Essas características podem ser tanto acadêmicas, quanto produtivas/criativas. Ter destaque na escola ou na universidade não classifica o aluno com superdotação, pois, eles precisam utilizar o conhecimento adquirido para produzir algo ou  aprofundar alguma temática. É preciso de um envolvimento além da sala de aula”, reitera. 

“Identificar alunos com altas habilidades ainda é um desafio para nossa sociedade. É necessário que essa criança passe por profissionais especializados e que os professores também tenham um olhar diferenciado, pois, caso a superdotação seja acadêmica, são eles que inicialmente estarão indicando esses alunos. É um direito por lei. Então, a educação de forma geral precisa estar preparada para ajudar no desenvolvimento desse aluno da melhor forma possível através da adaptação e  suplementação curricular ”, afirma. 

Para discorrer sobre o tema, a professora também participou de um evento no mês de agosto voltado para o público de profissionais da educação pública do estado, sobretudo àqueles que atuam diretamente nas escolas. Com transmissão feita de forma virtual, a palestra foi realizada pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc) e foram tratadas no evento, sobretudo, as características de crianças com habilidades específicas prematuramente desenvolvidas em qualquer área do conhecimento. 

https://www.youtube.com/watch?v=Nucn1h

 

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