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O médico e os novos desafios da profissão após a pandemia

Richard Cabral, médico e coordenador dos cursos de Medicina da Unit, relata os esforços e as inovações da categoria desde a Covid-19

às 17h03
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Diante das dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19, diversos profissionais precisaram se reinventar na hora de exercer a sua profissão. Um dos setores mais afetados foi o da saúde, em especial os profissionais da Medicina. O médico precisou se desdobrar para atender à demanda de pacientes contaminados, ao mesmo tempo em que se esforçava para manter a assistência aos doentes crônicos e agudos, incluindo aqueles em isolamento social. 

Passado um pouco mais de um ano desde que tudo começou no Brasil e em comemoração ao dia do Médico neste 18 de outubro, o Coordenador dos Cursos de Medicina da Universidade Tiradentes, o médico Richard Halti Cabral, relata como a categoria precisou enfrentar os desafios da pandemia com a preparação de profissionais mais capacitados para enfrentar a complexa missão de construir um sistema de saúde mais robusto e sustentável.

A necessidade de reforçar o conhecimento científico foi um dos pontos mais importantes. No começo da pandemia alguns médicos acreditavam em tratamentos que não funcionavam e nós precisamos entender que o médico é um técnico e precisa se basear nessas informações técnicas”, reitera. Richard também destaca a importância do acompanhamento dos dados epidemiológicos fornecidos pelo Governo e a participação dos médicos dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) a fim de programar ações que orientem as pessoas e a comunidade no geral.

O médico explica que o coronavírus revelou que o planeta não está preparado para lidar com crises sanitárias de saúde. “Mesmo com questões básicas como lavar as mãos, utilização de máscaras e distanciamento social, algumas pessoas insistem em não cumprir essas recomendações. Também deixou claro a importância da diminuição das agressões ao meio ambiente e o desenvolvimento da Telemedicina”. 

As consultas via videoconferência passaram a ser tendência durante a pandemia e Richard destacou que a modalidade deverá perdurar no que diz respeito a consultas de retorno e formação de segundas opiniões. “As videoconferências já existiam mas não conseguíamos sair da zona de conforto e da nossa rotina para utilizá-las. Atualmente, tivemos que nos abrir para essa nova modalidade e isso acendeu uma luz para a necessidade da proteção de dados dos nossos pacientes”, relata o coordenador. 

Para Richard, o maior desafio durante esse período foi cuidar dos pacientes sem saber direito o que estava acontecendo e qual era o melhor cuidado em relação a Covid-19, além disso, o medo da contaminação também foi um fator de peso. “A medicina é uma profissão muito bonita, pois, nós conseguimos ajudar as pessoas em momentos muito delicados. Mas a medicina sozinha não é efetiva. Temos  diversos outros profissionais junto de nós que fazem também sempre o melhor para o paciente. Contando sempre com as diversas especialidades, nós só vamos entregar o melhor para o paciente, trabalhando de forma coletiva e multiprofissional”.

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