Reconhecer estudantes que se destacam ao longo da graduação é o objetivo do Prêmio Estudante Destaque, concedido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC). A premiação tem abrangência nacional e valoriza trajetórias acadêmicas marcadas pelo bom desempenho nas disciplinas, participação em atividades científicas e contribuição para o desenvolvimento da área de Tecnologia da Informação. Entre os homenageados está Helena Carvalho Leal, egressa do curso de Ciência da Computação da Universidade Tiradentes (Unit).
Durante o curso, a egressa se envolveu em diferentes atividades acadêmicas e científicas que fortaleceram sua formação e contribuíram para a indicação. “Acredito que esse resultado é fruto de um conjunto de fatores, como desempenho consistente, participação ativa em atividades extracurriculares, envolvimento com iniciação científica e produção acadêmica. Além disso, minha atuação em minicursos, palestras e eventos também contribuíram para esse reconhecimento”, ressalta.
Projetos de grande impacto
Entre os trabalhos desenvolvidos, Helena destaca uma pesquisa que ganhou visibilidade internacional após ser aceita em uma conferência de alto impacto na área de computação gráfica. “O artigo foi aceito em uma conferência Qualis A1, como a SIGGRAPH 2025, realizada em Vancouver, no Canadá. Trata-se de uma das principais conferências internacionais na área, que reúne pesquisas desenvolvidas por instituições de excelência, como MIT, Stanford, Yale e EPFL, além de empresas de grande relevância tecnológica, como NVIDIA, Pixar e Disney, e setores industriais como aviação e automobilismo”, explica.
Segundo ela, o estudo também apresentou contribuições relacionadas à representatividade em ambientes digitais. “Além do impacto acadêmico, o trabalho tem relevância social por evidenciar vieses na representação de tons de pele em humanos virtuais, um problema presente em tecnologias amplamente utilizadas como jogos, filmes, realidade virtual e inteligência artificial. Os resultados mostram que sistemas atuais ainda apresentam limitações na fidelidade de tons de pele mais escuros, o que pode afetar a percepção de realismo e inclusão. Assim, a pesquisa contribui para o desenvolvimento de tecnologias mais justas, inclusivas e representativas, promovendo maior equidade na forma como diferentes grupos são retratados digitalmente. Foi, sem dúvida, um dos principais fatores para minha indicação”, destaca.
Helena também foi bolsista de iniciação científica pela FAPITEC Sergipe, experiência que considera fundamental para o avanço de suas pesquisas e consolidação na área acadêmica. “Minha formação foi construída tanto pela base teórica da grade curricular quanto pelas oportunidades práticas oferecidas ao longo do curso. O bom desempenho nas disciplinas foi importante, mas atividades como iniciação científica, participação em eventos, apresentação de trabalhos, minicursos e palestras tiveram papel essencial no meu desenvolvimento acadêmico e profissional”, pontua.
Reconhecimento
A egressa afirma ainda que a premiação amplia possibilidades futuras. “Esse reconhecimento se soma a outros elementos da minha formação, como o desempenho acadêmico, o envolvimento com pesquisa e a produção científica, que, em conjunto, contribuíram para minha participação em processos seletivos mais competitivos, como o programa Young Fellows da Design Automation Conference. Vejo essa conquista como um marco importante e também como incentivo para continuar investindo na minha trajetória acadêmica e em futuras contribuições para a área”, conclui.
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