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Proibições de festas no Carnaval para conter a Covid são efetivas?

Diversas cidades cancelaram ou adiaram comemorações na semana de Carnaval. O infectologista Matheus Todt explica como a medida pode ajudar na diminuição de novos casos

às 13h17
Covid-19. Imagem: Freepik
Covid-19. Imagem: Freepik
Matheus Todt
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Na primeira quinzena do mês de janeiro, a Prefeitura de Aracaju anunciou que não iria autorizar festas públicas de carnaval. De acordo com a decisão, não serão permitidos eventos públicos de pré-carnaval, carnaval e similares como forma de controle da pandemia. Em todo Brasil, medidas similares seguem sendo anunciadas por prefeitos e governadores em todo país por conta do aumento de casos da Covid-19.

Segundo o infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Tiradentes, Matheus Todt, promover reuniões com a participação de muitas pessoas, como o que é observado nas festas de carnaval, seria algo perigoso que, certamente, culminaria em uma explosão do número de casos da doença, mesmo com a vacinação avançada em muitas cidades.

“Estamos vendo um aumento importante do número de casos de Covid-19 em parte devido à variante Ômicron, que é mais contagiosa, em parte, devido ao comportamento mais descuidado da população. Apesar de não haver um aumento equivalente do número de casos graves e de óbitos, o aumento do número de casos tem, novamente, sobrecarregado o sistema de saúde”, explica o médico. 

A variante Ômicron encontra um Brasil com 69,5% da população vacinada com as duas doses e 18,4% já conta também com a dose de reforço, de acordo com a plataforma Our World In Data, da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Gerando menos casos graves, mas sendo muito mais transmissível que as cepas anteriores, a Ômicrion, segundo Matheus, pode causar o endurecimento de algumas as medidas de restrição, como visto em vários países da Europa e Ásia. 

Para o infectologista, a curtição da festa tradicional dos brasileiros em 2022 pode causar um aumento explosivo no número de casos por conta das grandes aglomerações, causando uma sobrecarga no sistema de saúde. Matheus reitera que, para que isso não ocorra novamente, é necessário manter os cuidados. “Evitar ao máximo grandes aglomerações, utilizar corretamente a máscara, higienizar constantemente as mãos e se vacinar”.

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