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Quem são os assistentes virtuais e porquê eles estão mais presentes

Cada vez mais dinâmicos e acessíveis, sistemas e aparelhos agregam serviços e funções, além de adotar uma comunicação mais próxima das pessoas humanas

às 11h07
Além dos assistentes virtuais, similares aos aparelhos de som, eles também funcionam em telefones celulares e em sistemas personalizados (Caio/Pexels)
Além dos assistentes virtuais, similares aos aparelhos de som, eles também funcionam em telefones celulares e em sistemas personalizados (Caio/Pexels)
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Novos equipamentos eletrônicos têm se tornado cada vez mais presentes nas casas das pessoas: os assistentes virtuais inteligentes, que combinam a internet com a inteligência artificial para executar automaticamente várias funções e serviços do dia-a-dia. Atendendo por nomes como Alexa, Siri e Google Assistant, eles são capazes de obedecer a comandos e executar ações como alarme, reservas e compras on-line, auxiliar em estudos, orientar tarefas domésticas, tirar dúvidas sobre medicamentos e procedimentos de saúde, gerenciar o funcionamento dos equipamentos eletrônicos, entre diversas outras. 

As primeiras experiências de equipamentos que respondiam a comandos de voz surgiram na década de 1920, com a criação de um aparelho chamado Radio Rex, que imitava um cachorro e era acionado por radiofrequência. Entre 1962 e 1970, surgiram os primeiros computadores capazes de reconhecer palavras ditas por pessoas e obedecer a comandos, como o Shoebox, da IBM, e o Harpy, da agência estatal Darpa (ligada ao Departamento de Defesa dos EUA). 

A tecnologia foi evoluindo, com o advento dos computadores, dos softwares e da Internet. Até que nos anos 2000, a Google e a Apple lançaram respectivamente o Google Voice e a Siri. Com o advento do sistema de Internet 5G, que é a internet de alta performance e vem sendo implementado ao longo deste ano nas capitais brasileiras, os assistentes virtuais passaram a ser mais dinâmicos e mais acessíveis ao grande público, agregando mais recursos e otimizando seu funcionamento. 

Em sua maioria, eles atendem a comandos de voz dados pelos usuários, que dão ordens seguidas ou antecedidas por um código pré-determinado (“Ei, Sara!”, “Alexa!”, “OK, Google”, etc”). Esta tecnologia revela-se de grande utilidade, principalmente para idosos, pessoas com deficiência ou pacientes que enfrentam problemas de mobilidade. Este público têm recorrido mais aos serviços destes assistentes, que por sua parte passaram a agregar mais recursos de acessibilidade, complementando as deficiências de comunicação por voz ou por texto. 

A partir de suas configurações e utilizando uma tecnologia chamada machine learning, no qual os dispositivos aprendem a reconhecer perfis e padrões de cada usuário, eles podem também ser proativos, oferecendo opções e interagindo com cada pessoa, colocando-se à disposição para ajudar. Além disso, podem estar integrados a outros sistemas de informação e fazer chamadas de áudio e vídeo para outras pessoas e até mesmo para os serviços de emergência. E podem ainda tocar músicas e podcasts, ou sintonizar emissoras de rádio, conforme o perfil de cada usuário. 

Assistentes mais humanizados

Além dos assistentes propriamente ditos, encontrados em lojas de eletroeletrônicos a preços similares aos de aparelhos de som, eles também funcionam em telefones celulares e em sistemas personalizados de atendimento desenvolvidos por empresas, que criaram “pessoas” para apresentar esses assistentes de inteligência artificial – e por consequência, mostrá-los como “garotos-propaganda” carismáticos que reforçam a imagem e a proximidade de cada empresa com o público. São os casos da “Magalu” (Magazine Luiza), da “Bia” (Bradesco), do “CB” (Casas Bahia), da “Nat” (Natura), da “Aura” (Vivo) e da “Gal” (Gol Linhas Aéreas), entre outras. 

Atualmente, os sistemas operacionais dos assistentes têm se aproximado cada vez mais das formas humanas de comunicação, com linguagens e tons de voz mais informais, fazendo com que eles se pareçam com uma pessoa humana. É possível até mesmo fazer algumas brincadeiras, como pedir ao assistente que conte piadas, responda a charadas, imite a voz de personalidades ou mesmo faça sons de instrumentos musicais, como o “beatbox”. 

Por outro lado, os assistentes virtuais estão cada vez mais atualizados e treinados para reagir duramente a situações de assédio, agressividade ou alguma resposta mal-educada. Essa iniciativa surgiu em 2019, quando a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançou a campanha “Hey, update my voice!” (Ei, atualize a minha voz!), denunciando que muitos usuários têm feito mensagens de assédio sexual e agressões verbais contra as assistentes virtuais com vozes femininas, reproduzindo situações reais de misoginia e desrespeito contra as mulheres. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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