O caminho acadêmico não termina com a graduação. Para muitos estudantes, o diploma é apenas o início de uma trajetória que se estende ao mestrado, ao doutorado e, em muitos casos, à carreira docente e de pesquisa. Esse movimento tem se tornado cada vez mais frequente entre os egressos de Biomedicina da Universidade Tiradentes (Unit), que veem na continuidade dos estudos uma forma de aprofundar conhecimentos, contribuir com a ciência e ampliar suas oportunidades profissionais.
Ao longo da formação, o curso proporciona experiências que vão além das disciplinas tradicionais. Projetos de iniciação científica, estágios supervisionados, atividades de extensão e participação em congressos acadêmicos fortalecem a vivência prática e estimulam o olhar investigativo. Esse conjunto de oportunidades tem impulsionado a aprovação de alunos em programas de mestrado, um marco que evidencia disciplina, talento e dedicação.
Entre os exemplos, estão Giulliana Amado Vieira, Rayane Andrade Santana Freitas, Marianne Celestino Andrade, Nathalia dos Santos Canuto e Rayssa Costa Araújo. Todas concluíram ou estão concluindo a graduação em Biomedicina na Unit e já iniciaram a jornada como mestrandas em programas da própria instituição. Suas histórias revelam não apenas conquistas individuais, mas também o papel estratégico da universidade na preparação de novos pesquisadores.
O salto da graduação para o mestrado
A trajetória de Giulliana Amado reflete esse movimento. Mestranda bolsista do CNPq em Biociências e Saúde na Unit, ela descreve a aprovação antes da colação de grau como uma conquista marcante. “Foi um ciclo que se fechou com chave de ouro, ao mesmo tempo que outro, ainda maior e mais empolgante, começou. Todo o esforço e dedicação durante a graduação valeram a pena e me mostraram que estava no caminho certo”, afirma.
Durante a graduação, Giulliana participou de iniciação científica, foi estagiária do UnitLab e integrou projetos de pesquisa em nanopartículas e extração de compostos orgânicos. Essas experiências, segundo ela, confirmaram sua paixão pela investigação científica. “Cada experimento, mesmo quando dava errado, era um aprendizado. Ver a ciência acontecer diante dos olhos é gratificante”, relembra.
Inspirada pelas professoras Juliana Faccin e Marília Oliveira, Giulliana acredita que o maior legado da Unit foi a resiliência. “Na pesquisa, nem tudo sai como planejado. Aprendi a encarar desafios como oportunidades de crescimento”, completa. Para o futuro, ela se vê atuando como microbiologista hospitalar e incentiva os alunos a buscarem iniciação científica desde cedo.
Paixão pela docência e pesquisa
Rayane Andrade Santana Freitas também seguiu o mesmo caminho. Aprovada no mestrado em Engenharia de Processos da Unit, ela descreve o resultado como a concretização de um sonho. “Senti satisfação em ver que meus esforços me levaram à etapa inicial do meu projeto de vida: tornar-me professora e pesquisadora de referência”, declara.
Durante a graduação, Rayane participou de três iniciações científicas, experiências que a ajudaram a descobrir sua vocação. Para ela, a universidade foi essencial na formação de um olhar interdisciplinar. “A Unit me mostrou que a universidade vai além das obrigações curriculares. É também um espaço para ampliar horizontes e estabelecer conexões”, destaca.
Com planos de retornar futuramente como docente, Rayane deixa um conselho aos atuais estudantes: “Aproveitem cada oportunidade e se permitam conhecer diferentes áreas. É nesse processo que vão encontrar o caminho que desperta a verdadeira paixão”, recomenda a mestranda.
Pesquisa como vocação
Já Marianne Celestino Andrade, hoje mestranda em Biociências e Saúde, define a aprovação antes da formatura como uma experiência única. “Foi como atravessar uma porta antes mesmo de fechá-la atrás de mim. Meu esforço já estava sendo reconhecido, mesmo sem o diploma em mãos”, relembra.
Ela conta que caiu de surpresa na Biomedicina, mas acabou encontrando na Unit a sua paixão. “A iniciação científica foi o momento mais marcante, pois me permitiu contribuir para a produção de artigos e até patentes. Foi o início de uma jornada de descobertas”, relata.
Para Marianne, o maior aprendizado é que o conhecimento vai além da sala de aula. “Disciplina, resiliência e curiosidade científica são fundamentais. A Unit me ensinou a ter autonomia para buscar respostas e transformar desafios em oportunidades”, avalia. Sua expectativa é consolidar-se como pesquisadora e inspirar novos estudantes a seguir no mesmo caminho.
Interdisciplinaridade e impacto social
Nathalia dos Santos Canuto também já trilha os primeiros passos no mestrado em Biociências e Saúde. Para ela, a aprovação representa a realização de um sonho e a confirmação de que está no caminho certo. “Todos os eventos, estágios e iniciação científica que participei foram importantes. Essa conquista mostra que o esforço valeu a pena”, afirma.
A biomédica destaca que sua experiência mais marcante foi a iniciação científica realizada em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Processos, que trouxe a possibilidade de integração interdisciplinar. Além disso, o estágio no LACEN foi decisivo para definir sua área de atuação. “Percebi que há um grande volume de dados da saúde pública que pode ser reorganizado por meio da tecnologia da informação, trazendo mais eficiência”, explica.
Entre os aprendizados da graduação, Nathalia ressalta a importância do trabalho em equipe e do networking. “É essencial estar aberto a colaborar com diferentes áreas para alcançar resultados inovadores”, aponta. Para o futuro, projeta uma carreira voltada à pesquisa, docência e divulgação científica, sempre conectada ao impacto social.
Dedicação e biotecnologia como futuro
Seguindo o mesmo percurso, Rayssa Costa Araújo foi aprovada no Programa de Pós-Graduação em Biociências e Saúde da Unit logo após concluir a graduação. Para ela, a conquista representa a materialização dos frutos de sua dedicação. “Foi um passo importante para poder contribuir de forma mais direta para com a ciência. A sensação foi de recompensa por todo o esforço durante a graduação”, afirma.
Ao longo da formação, Rayssa aproveitou ao máximo as oportunidades oferecidas pela universidade. Participou de intercâmbio pelo ProMAI, projetos de extensão em biossegurança, estágios no UnitLab e no LACEN, além de atividades como jornadas acadêmicas, ligas e iniciação científica. “Essas vivências me ajudaram a entender melhor a prática profissional e me impulsionaram a seguir na pesquisa”, explica.
Inspirada pelas aulas de Genética e Biologia Molecular com os professores Lucila e Marcelo, além da orientação da professora Patrícia Severino na iniciação científica, Rayssa reforça que o maior aprendizado da Unit foi ir além da sala de aula. “Aprendi a pesquisar mais, aprofundar os conteúdos e colocar em prática o que estudei”, destaca.
Com expectativas voltadas à biotecnologia, ela deseja consolidar-se como pesquisadora na área de genética e biologia molecular, sempre com foco em gerar impactos positivos na saúde. “Espero que meu projeto contribua para ajudar as pessoas e me permita me qualificar ainda mais para atuar na minha área”, projeta.
Caminhos que se multiplicam
As histórias de Giulliana, Rayane, Marianne, Nathalia e Rayssa mostram que a formação acadêmica não se limita à graduação. Pelo contrário: a Unit oferece um ecossistema de ensino, pesquisa e extensão que estimula seus alunos a irem além e se posicionarem como protagonistas da ciência. O resultado dessa escolha já se reflete nas conquistas obtidas ainda no início da carreira, mas também aponta para um futuro ainda mais promissor. Com dedicação, disciplina e paixão pela pesquisa, as jovens biomédicas representam uma geração que aposta no conhecimento como ferramenta de transformação e provam que a graduação é apenas o primeiro capítulo de uma trajetória acadêmica repleta de descobertas e contribuições para a sociedade.
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