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Trajetória de egresso marca nova fase do curso de Educação Física da Unit

Michael Douglas Celestino Bispo iniciou sua formação ainda na educação básica do Grupo Tiradentes e agora assume a coordenação do curso de Educação Física.

às 21h46
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A educação tem o poder de transformar vidas e, em alguns casos, permite acompanhar verdadeiras histórias construídas dentro de uma mesma instituição ao longo de diferentes etapas da vida. Na Universidade Tiradentes (Unit), uma dessas trajetórias ganha agora um novo capítulo. Michael Douglas Celestino Bispo percorreu um caminho que começou ainda na educação básica, passou pela graduação, mestrado e doutorado dentro do Grupo Tiradentes e hoje o leva a um novo desafio: assumir a coordenação do curso de Educação Física da universidade.

Michael Douglas foi aluno do Núcleo de Educação da Unit, fundado em 1996 no Bairro Industrial, com o objetivo de ofertar uma educação básica de qualidade para a população mais carente, projeto sonhado pelo reitor da Unit, professor Jouberto Uchôa. 

Aos 29 anos, o professor Michael Douglas relata que nunca imaginou retornar à Universidade Tiradentes, agora em um posto de liderança acadêmica. “Na minha trajetória de doutorado, eu fiz parte também do Laboratório de Biociências da Motricidade Humana. Eu via minha carreira muito mais voltada a ser pesquisador e, de repente, surge essa oportunidade na gestão”, afirma o novo coordenador do curso de Educação Física da Unit.

Sob essa nova perspectiva, ele enxerga os estudantes pela ótica de quem já vivenciou o mesmo processo e hoje participa da formação destes futuros profissionais.

“Muito do que eu sou hoje também foi por conta dos meus professores. Então, hoje eu tenho docentes que lidero que já estiveram comigo durante minha graduação, como o professor Antenor, professora Lisane Teixeira, professora Nara Soares, professor Estélio Dantas. Eles sempre foram motivadores para que eu pudesse buscar mais e mais”, destaca o coordenador.

Hoje, além da atuação acadêmica, Michael também atua como treinador de futsal, atividade que segue conciliando com a nova função administrativa. Segundo ele, assumir a coordenação não significa se afastar das práticas esportivas que o motivaram a escolher a profissão: “Eu faço questão de continuar dando aula de futebol e futsal, que são minhas paixões”.

Além do ensino e da gestão acadêmica, a pesquisa científica também ocupa papel importante em sua trajetória profissional. Durante o mestrado e doutorado, Michael desenvolveu estudos voltados à orientação da vocação esportiva e detecção de talentos, área voltada para a identificação de potencialidades esportivas e desenvolvimento de atletas.

A experiência na pesquisa também influencia sua forma de enxergar o curso e as oportunidades oferecidas aos estudantes. Para ele, a universidade deve funcionar como um espaço de experimentação, onde os alunos possam vivenciar diferentes possibilidades antes de definirem sua área de atuação. “A ideia da universidade é o aluno vivenciar esses processos. Dentro desse universo ele vai se descobrindo e se redescobrindo e aquilo com que ele se identifica é o que de fato vai trilhar uma vez formado”, pontua Michael.

Sob nova coordenação

Na coordenação do curso de Educação Física, Michael pretende dar continuidade ao trabalho desenvolvido anteriormente pelo professor Antenor Neto, mantendo o foco na aproximação dos estudantes com o mercado de trabalho e nas experiências práticas desde os primeiros períodos da graduação.

Entre os diferenciais do curso, o coordenador destaca a metodologia de Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP), utilizada para aproximar os estudantes de situações reais do mercado de trabalho. A proposta envolve desde ações de extensão até a realização de eventos, projetos e intervenções voltadas para diferentes áreas de atuação dentro da Educação Física. “Os alunos colocam a mão na massa, saem da teoria para de fato vivenciar o mercado de trabalho já dentro da universidade. 

“Minha missão é motivá-los, mostrar as possibilidades e estimular aqueles que têm interesse em procurar professores, desenvolver projetos científicos para que escolham seguir esse caminho ou outros”, ressalta.

Para os estudantes que desejam ingressar no curso ou ainda estão descobrindo qual caminho seguir dentro da profissão, o coordenador deixa um conselho baseado na própria experiência acadêmica: “Não tenham medo de experimentar. O grande diferencial do curso é justamente a prática diária. Em alguma coisa desse universo da Educação Física você vai se identificar”.

Por Miguel Benks, sob supervisão de Raquel Passos

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