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Margens do Rio Sergipe reúnem lazer, cultura e história na capital sergipana

De norte a sul de Aracaju, orlas, calçadões e espaços culturais mostram como o rio se integra à vida urbana e ao cotidiano de moradores e visitantes

às 20h23
A Orlinha do Bairro Industrial, na zona norte de Aracaju (Marcelle Cristine/Acervo PMA)
A Orlinha do Bairro Industrial, na zona norte de Aracaju (Marcelle Cristine/Acervo PMA)
A futura Orla do Rio Sergipe, na Coroa do Meio, que será concluída em 2026 (Ascom Emurb/PMA)
O Calçadão do bairro 13 de Julho, na Avenida Beira-Mar (Wellington Barreto/Acervo PMA)
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O Rio Sergipe é reconhecido oficialmente como um dos principais mananciais hídricos do estado que leva seu nome, e tem sua data comemorada no dia 3 de novembro. Ele se estende-se por um total de 210 quilômetros e banha um total de 26 municípios, seja através dele próprio ou dos afluentes que deságuam em seu leito, como os rios do Sal, Poxim, Pomonga, Ganhamoroba, Cotinguiba e Jacarecica. Sua importância é reconhecida e valorizada por todas as cidades por onde ele passa, mas essa presença se faz mais forte em Aracaju e na Barra dos Coqueiros, diante das quais o rio se espraia antes de ganhar o Oceano Atlântico. 

Esse espraiar inspirou o surgimento de locais que unem o Rio Sergipe à capital de forma mais íntima: são as orlas construídas às suas margens. Somente em Aracaju, são pelo menos quatro locais com espaços para caminhadas, passeios, bares, quiosques e áreas verdes, que proporcionam momentos de descanso e lazer a sergipanos e turistas, tendo o rio como cenário de fundo. E são locais exclusivamente usados para passeios, já que o banho no rio não é recomendado devido a questões como qualidade da água e riscos de afogamento para os banhistas.  

O principal deles é a Orla do Bairro Industrial, na zona norte, que serve como ponto de encontro e atrativo turístico em um dos mais antigos e tradicionais bairros da capital sergipana. Inaugurado em dezembro de 2003, ele tem 400 metros de extensão e se destaca pela vista do nascer e do pôr-do-sol, além da Ponte Construtor João Alves, que liga Aracaju à Barra. Ele também oferece a Casa de Artesanato Chica Chaves, quadras de esportes, parque infantil e quiosques com bares e restaurantes especializados em culinária regional sergipana, além de ciclovia, estacionamento e um pier onde ficam atracados os barcos e canoas de pescadores da região. A Orlinha, como é chamada, fica próximo ao Mercado Municipal Virgínia Franco e ao Aracaju Parque Shopping. 

Este promete ser o espírito da futura Orla do Rio Sergipe, que está sendo construída pela Prefeitura de Aracaju no bairro Coroa do Meio, zona sul. Com cerca de três quilômetros de extensão, entre o Farol da Atalaia e o Riomar Shopping, ela terá áreas de convivência e decks de madeira, integradas visualmente com o Rio Sergipe, do qual o frequentador poderá apreciar a vista. O novo local terá ainda áreas destinadas a práticas de yoga, espaço pet e área infantil, além de novas ciclovias, integradas ao passeio público e que vão interligar a Orla da Atalaia à Avenida Delmiro Gouveia. A previsão é de que a nova orla seja inaugurada no primeiro semestre de 2026.

Um terceiro local, apesar de não ser considerado formalmente uma orla, é um ponto turístico que também está ligado intimamente ao Rio Sergipe: Ele reúne dois calçadões construídos no bairro 13 de Julho: o Calçadão da 13, construído em 1999, e o Calçadão Formosa Aracaju, inaugurado em 2015. Juntos, eles têm pouco mais de 3 quilômetros de extensão, entre a Ponte Godofredo Diniz e o Iate Clube de Aracaju, e contam com uma ampla estrutura voltada para o lazer e a prática de esportes e atividades físicas como corrida, ciclismo, aeróbica e caminhada. E contam ainda com uma extensa área revitalizada de árvores e manguezais, que confere aos calçadões um status de parque urbano. Ficam em um ponto estratégico da capital, junto à Avenida Beira-Mar, na área entre o Centro e a Coroa do Meio, e costumam receber muitos turistas para passear e tirar fotos junto ao rio, além de ser espaço para eventos esportivos, fotos sociais e manifestações políticas. 

Espaços históricos

Junto ao Rio Sergipe, destacam-se ainda três espaços marcantes no Centro de Aracaju Um é o Largo da Gente Sergipana, inaugurado em 2018 e projetado por Ézio Déda, professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Tiradentes (Unit). Ele fica em frente ao Museu da Gente Sergipana, e reúne nove esculturas erguidas do rio pelo escultor baiano Tati Moreno. Elas representam personagens e manifestações do folclore sergipano: Lambe-Sujo e Caboclinhos, Bacamarteiros, Cacumbi, Parafusos, Reisado, Chegança, Taieira e São Gonçalo, além do Barco de Fogo. E junto delas, o largo possui ainda uma área de convivência, atracadouro e pier.

O segundo é a Ponte do Imperador, um atracadouro construído junto ao Rio Sergipe, em frente à atual Praça Fausto Cardoso. Foi por onde o imperador Pedro II e sua comitiva desembarcaram de um navio a vapor durante sua visita a Sergipe, em janeiro de 1860. E foi de onde eles começaram a percorrer uma série de locais recém-construídos ou em obras na cidade, instituída como capital cinco anos antes, em março de 1855, pelo decreto de transferência instituído pelo então presidente da província, Inácio Joaquim Barbosa. 

E o terceiro é o antigo Terminal Hidroviário Jackson de Figueiredo, construído em 1981 pelo governo do Estado e que funcionou como local de embarque para balsas, barcos e lanchas que faziam a travessia do Rio Sergipe, entre Aracaju e Barra dos Coqueiros. Com a construção da Ponte João Alves, em 2006, ele foi desativado. Nove anos depois, em 2015, foi transformado em um espaço cultural para homenagear Zé Peixe, o prático que passou mais de 60 anos nadando pelas águas do Sergipe e do Atlântico para orientar navegantes que buscavam chegar ou sair de Aracaju. O “Espaço Zé Peixe” funcionou até agosto deste ano, quando o local passou a abrigar o Restaurante Popular Padre Pedro. 

com informações da Prefeitura de Aracaju e de Turismo Sergipe

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