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Técnicas de escrita criativa que todo aluno deve saber

O curso oferecido pela Unit na modalidade a distância é ideal para todo e qualquer profissional que utilize a escrita como ferramenta de trabalho

às 16h23
Foto: Freepik
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Quando se fala em escrita criativa, a primeira coisa que as pessoas associam é à literatura, já que estão indiretamente ligadas. Entretanto, a atividade tem sido cada vez mais importante para as mais diversas profissões. Isso porque, hoje, é indispensável que todo profissional saiba escrever bem.

Dessa forma, o curso se faz necessário até mesmo como forma de se destacar no mercado de trabalho, pois além de melhorar as habilidades de produção textual, quem passa por uma formação na área de escrita criativa trabalha a sua concentração, criatividade e melhora o seu hábito para a leitura. 

Ou seja, realizar um curso na modalidade de Educação a Distância (EAD), em Escrita Criativa só há vantagens. De acordo com a professora tutora da Universidade Tiradentes (Unit), Mirilene Rodrigues, todo profissional que trabalha com textos deseja que suas produções textuais prendam a atenção do leitor, então a princípio saber o que quer dizer, para quem quer dizer e qual é o gênero que melhor exprime essas ideias são pontos primordiais.

“Conseguimos estimular a criatividade e curiosidade quando escrevemos de modo original, com características e estilo próprios, com produções autorais, embora saibamos que sempre seguimos por alguma referência. Por sua vez, é importante lembrar que, a escrita não deve chamar mais atenção que o destaque da mensagem. É claro que existem vários contextos, mas o ideal é utilizar linguagem apropriada ao público a que se dirige. E para tanto, o segredo é ler muito e revisar continuamente. É necessário ser curioso e leitor incansável, procurar sempre se manter informado, além de atentar às normas da nossa Língua Portuguesa”, destaca.

Técnicas de Escrita Criativa

Durante o curso da Unit, o aluno aprende inúmeras técnicas que irão contribuir com o bom desenvolvimento de seus textos. A professora Mirilene explica quais são elas e como elas funcionam; confira:

Desenvolvimento de personagens – Um bom personagem, segundo Mirilene, é aquele que consegue envolver e persuadir através da narrativa, ou seja, ele deve ser convincente. E, para criar essa teoria, o autor deve conhecê-lo. Portanto, a princípio cabe encaixar e alinhar as principais características dos personagens, sem deixar pontas soltas e evitando os estereótipos, personagens caricaturados acabam por desmotivar a leitura, como se já o conhecesse e aguardasse por um dado fim. 

“Outro ponto que cabe atenção é o fato de que um personagem perfeito e linear acaba por enfraquecê-lo, assim como na vida, as falhas e contradições fazem parte da história de todos, tal fato cria identidade. Não se pode esquecer nesse enredo, dos riscos enfrentados e as consequências dos mesmos nas reviravoltas da história. O personagem completo é aquele que busca por algo e encontra obstáculos pelo caminho, e não há necessidade de ser algo externo – como a ideia do herói -, pode se referir a uma busca interna, abstrata, seja ela consciente ou inconsciente, o que não venha a ser exatamente o foco da história, apenas algo que dê força ao personagem. Esses pontos podem ser apresentados no início do enredo, a fim de gerar interesse nos leitores”, explica.

Descrição de cenários- Mirilene pontua que além dos elementos narrativos na criação de histórias, há sempre um pano de fundo que alicerça e os leva a ambientação dos contextos e cenários, como se tal descrição permitisse vivenciar aquele espaço e situação, seja pelo lugar, época, a conjuntura onde uma história se passa. 

“Não se trata apenas de um cenário, porque envolve todo o ambiente que circunda as personagens, e se diferencia por definir o clima, como também estruturá-la, transmitindo sentimentos, com elementos de poder, podendo oferecer pistas na busca por solucionar enigmas, em que nem tudo venha a ser o que parece. Afinal, pode ser interessante subverter as expectativas”, enfatiza.

É importante lembrar que não deve ser uma proposta genérica, pois quando a ambientação é ativa no enredo, infere o fato do próprio cenário e contexto da história mostrarem-se relevantes para o arco narrativo. “Enfim, é atentar-se aos detalhes, de acordo com as necessidades postas, que se modificam muito, conforme o tipo de história que se quer escrever”, acrescenta. 

Diálogo- Um diálogo bem produzido concede vitalidade, força e ritmo ao texto, é através dele que se estrutura boa parte da obra, além de propor várias funções importantes, como características e sentimentos dos personagens em dado momento da trama, nuances e desdobramentos da história, com pontos de vistas diferentes. 

“Desse modo, é imprescindível que as personagens falem com naturalidade, com pronúncias e tiques próprios de um diálogo cotidiano, atribuindo credibilidade a conversa, a qual o leitor que venha a “escutar” (ao ler), insira as particularidades das personagens ao enredo”, infere.

Para criação de bons enredos, Mirilene ainda destaca que cabe considerar alguns pontos. “Imagine que os personagens são reais; atribua sentimentos às falas; Fale você mesmo os diálogos, ajudará a fazer ajustes se necessário; Imagine uma mesma frase em pessoas diferentes, por exemplo: um idoso, uma criança, alterne o gênero também, pois um personagem pode falar de maneira diferente dependendo da idade, região geográfica, poder aquisitivo, contexto e espaço em que se encontre”, orienta.

Narrativa- É possível entender a técnica de narrativa como a maneira que um escritor transmite o que quer dizer para o leitor e os métodos que utiliza para desenvolver a história, a estruturando, bem como planejando os diferentes elementos que vai usar para criar os conteúdos e como tudo vai trabalhar em conjunto para formar um contexto maior.

“Dentre as quais, personagem, enredo, estilo, tema, desempenham papel importante na condução da história, visto transmitir uma mensagem intencional do escritor ao seu público. Uma forma de facilitar a criação, é estabelecer primeiro o universo onde a história se passa, e depois idealizar os personagens, atentando que a quantidade de identidades em uma obra deve depender da extensão de sua narrativa”, ressalta.

Em relação a narrativa, no universo da escrita criativa, as pessoas normalmente compartilham conteúdos que geram valor, tanto para elas quanto para outros indivíduos. “É uma forma de oferecer às pessoas possibilidades de tornarem-se melhores, enquanto promovem suas ideias. Sendo assim, a ideia é que os textos sejam humanizados, que conquistem a atenção e identidade do leitor. Por fim, é válido reforçar que não existam regras, arrisque-se em ser original”, finaliza.

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