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Paratletas passam por classificatória na Vila Olímpica da Unit

Nessa sexta-feira, 23, paratletas do Norte-Nordeste passaram por avaliações físicas e técnicas na etapa classificatória realizada na Unit

às 21h57
Para os atletas da natação e atletismo paralímpico, essa sexta-feira, 23, foi de avaliações físicas e técnicas para as disputas do Circuito Brasil Loterias Caixa 2018, que acontece pela primeira vez em Sergipe, na Vila Olímpica da Universidade Tiradentes – Unit. Essa é a etapa classificatória realizada pela coordenação do Comitê Paralímpico Brasileiro – CPB.
Paratleta de atletismo de João Pessoa (PB), Micael da Silva Alves
Paratleta de atletismo de João Pessoa (PB), Micael da Silva Alves
Coordenador de classificação da natação, classificador chefe do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Guilherme Sanches
Coordenador da classificação do atletismo, Marcos Miranda
Estrutura está pronta para receber mais de 800 atletas
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Por Denise Gomes e Raquel Passos

O objetivo é promover uma avaliação ampla dos paratletas. Fazendo uma classificação com mais lisura possível, o evento acontece com credibilidade. “Todo atleta com deficiência física precisa passar por essa fase de classificação funcional. Cada modalidade tem um processo de classificação, ou seja, o atletismo tem suas regras específicas, já que temos 50 classes diferentes. Assim, o atleta entra para uma banca de classificação onde são realizados testes físicos, clínicos, neurológicos, musculares e de amplitude de movimentos. Depois, ele passa por uma avaliação técnica para observá-lo em sua condição dentro da modalidade e posteriormente a observação na competição em si, que é onde fechamos a classificação”, explica o coordenador da classificação do atletismo, Marcos Miranda.

Ainda segundo o coordenador, apesar do grande índice de classificação dos inscritos, há casos de inelegibilidade. “São situações raras, mas que acontecem durante a etapa classificatória. O que ocorre é que às vezes a deficiência apresentada pelo atleta não o classifica para disputar determinada modalidade. Nesse caso, sempre orientamos que ele procure desenvolver suas habilidades em outra modalidade”, ressalta.

O paratleta de atletismo de João Pessoa (PB), Micael da Silva Alves, passou pela fase classificatória na tarde desta sexta-feira, 23, e não vê a hora de competir. “Esse primeiro contato com os atletas e os coordenadores do Comitê Paralímpico já nos coloca no clima da competição. A fase classificatória é muito importante, pois passamos por essas avaliações físicas, técnicas e de saúde, que nos dão uma noção do nosso rendimento e a certeza de que estamos bem preparados para encarar os desafios. Amanhã é o grande dia e não vejo a hora de estar na pista”, enfatizou o atleta de 16 anos.

Natação

Já a classificação funcional da natação é composta por dez classes e a avaliação é feita em três momentos. “O primeiro é realizado por um fisioterapeuta, o segundo é o teste técnico feito por um profissional de Educação Física, e uma observação em competição que é feita para alguns atletas, não para todos. Independente da deficiência que o atleta apresente, se ele pontuar o mesmo índice que outro, eles se enquadram na mesma classe. No caso das deficiências de membros ou de baixa estatura é realizada também uma medição”, explica o coordenador de classificação da natação, classificador chefe do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Guilherme Sanches.

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