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A música erudita é mais popular do que se imagina

Pesquisas apontam que a música erudita traz benefícios ao ser humano, como a melhora do sono e o estímulo da atividade cerebral

às 22h10
Aceitação do público e benefícios ao ouvinte fazem a música erudita ser tão presente na sociedade atual quanto antigamente. (Acervo Secult/ASN)
Aceitação do público e benefícios ao ouvinte fazem a música erudita ser tão presente na sociedade atual quanto antigamente. (Acervo Secult/ASN)
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O termo erudito vem do latim eruditus e pode significar ‘educado’ ou ‘instruído’. Por isso, muitas pessoas acreditam que a música erudita é mais comum na classe alta e se distancia das classes populares. No entanto, esse pensamento é apenas uma barreira estabelecida por parte da sociedade. Música é cultura, algo que está em todos os lugares.

A música erudita, popularmente conhecida como música clássica, trata-se de uma manifestação artística que combina os sons e seus elementos primordiais: altura, duração, timbre e intensidade, de forma escrita relacionados através de símbolos. Ou seja, é o estilo musical que não vem das tradições folclóricas ou populares. Esse estilo de música foi desenvolvido seguindo o modelo da música secular e da liturgia ocidental e esse período corresponde desde o século IX até o presente.

Há diversas categorias de música erudita, como óperas, sinfonias, concertos, recitais, oratórios, etc. Essa música de concerto chega ao Brasil nos primeiros séculos da colonização portuguesa e era estritamente ligada à Igreja Católica e à catequese. Nos conservatórios musicais brasileiros, se ensinavam músicas europeias. Nomes como Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig van Beethoven e Antonio Vivaldi eram referências no Brasil. 

Esse estilo musical passou por um longo processo até se consolidar em território nacional e foi através do maestro Heitor Villa-Lobos que isso aconteceu. O compositor realizou uma grande reformulação no conceito brasileiro de nacionalismo musical, tornando assim a música erudita brasileira amplamente reconhecida em outros países. Foi pela valorização dos ritmos regionais que Villa-Lobos é considerado hoje o maior compositor de música erudita das Américas.

A música erudita é atual

Mesmo com avanços tecnológicos e as mudanças constantes das melodias, a música erudita transcende gerações. No Spotify, por exemplo, a playlist Classical Essential reúne diversos compositores de diferentes eras e conta com mais de dois milhões de seguidores. No Youtube, o público é muito similar. O famoso ‘Lago dos Cisnes parte 1’, de Piotr Tchaikovsky, com mais de 88 mil visualizações e ‘Noturno opera 9, nº 2’, de Frédéric Chopin, 182 milhões de visualizações.

Benefícios 

Diversas pesquisas apontam os benefícios da música erudita para o ser humano. Os números nas mídias digitais comprovam esses benefícios. Muitas pessoas buscam a música de concerto para relaxar, ler, estudar e até mesmo descontrair. Além disso, alguns pesquisadores elencaram uma série de benefícios: 

  • pode ajudar a reduzir a dor e a ansiedade;
  • pode baixar a pressão arterial;
  • pode ajudar a combater a insônia;
  • pode aumentar e despertar emoções;
  • exerce um efeito calmante.

Asscom | Grupo Tiradentes

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