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Alunos do PPGD participam de intervenção pública do Agosto Lilás

A intervenção alusiva ao Agosto Lilás chamou a atenção dos transeuntes para os direitos humanos das mulheres e suas violações.

às 12h01
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Em continuidade às ações do Agosto Lilás, alunos bolsistas do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos da Universidade Tiradentes (PPGD/Unit) participaram de intervenção pública na Praça Fausto Cardoso, nesta terça, 23, abordando os direitos humanos das mulheres e suas violações. A ação foi promovida pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Aracaju, do qual a Unit faz parte.

Uma das ferramentas utilizadas para chamar a atenção dos transeuntes, homens ou mulheres, foi o violentômetro, criado pelo programa. Atitudes como chantagear, desqualificar e humilhar em público devem ser observadas com cuidado, pois são ações que tendem a aumentar. Em casos de proibições, xingamentos e empurrões, o violentômetro indica: reaja.

Quando o companheiro chega ao ponto de chutar, confinar, forçar um relação sexual e ameaçar de morte, a mulher deve pedir ajuda. “Nenhuma relação começa com o feminicídio, que é o fim do ciclo, o ápice da violência. Uma relação abusiva começa com ‘pequenas’ violências, essas violências invisíveis que a mulher nem percebe que está sofrendo. “Há uma dificuldade muito grande de se identificar essa relação abusiva. E por isso, a gente precisa conscientizar, sensibilizar e conversar com a comunidade para explicar que qualquer relação que viola o respeito mínimo à pessoa, já pode se configurar uma relação abusiva”, diz a coordenadora do PPGD/Unit, Drª Grasielle Vieira.

“A violência contra a mulher já foi declarada pela ONU como problema de saúde pública e a igualdade de gênero é um dos objetivos do desenvolvimento sustentável. Por isso, a Universidade Tiradentes tem esses objetivos como ações institucionais. Mas, como vamos promovê-lo? Um dos caminhos é a prevenção, a educação e a conscientização”, enfatiza.

Para a mestranda Thayná Medeiros, que pesquisa sobre gênero, homofobia e machismo, é importante que a ciência não se restrinja ao meio acadêmico. “É uma forma de ativismo na prática, tentar ajudar a resolver essa questão que é muito mais profunda, tem a ver com o machismo cultural. Mas é o meu papel de pesquisadora e de feministra tentar mudar o corpo dessa situação passando conhecimento para as pessoas que eu adquiri a partir das pesquisas e tentarmos deixar isso mais próximo de quem realmente precisa da informação”, acredita.

A conscientização contra o machismo e a violência contra as mulheres é uma luta também dos homens. “Apesar de ser uma campanha voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher, também precisa da atuação de toda a comunidade, assim como os homens. E nós como comunidade acadêmica devemos atuar também juntamente com a sociedade e não nos limitarmos às barreiras da universidade, reforçando que é extremamente importante tanto para a disseminação do conhecimento como também de uma forma das mulheres saberem que existe a atuação deste sol na proteção e no combate dessa violência”, ressalta o mestrando Rodrigo Santos Souza.

A autônoma Delfina da Silva viveu no contexto de violência doméstica, reagiu e incentiva outras pessoas a não aceitarem a situação. “Eu saía de casa e quando voltava, os pratos estavam quebrados. Eu me separei já tem oito anos. Não precisei ir à delegacia, mas depois ele ligou para mim pedindo que eu abrisse a porta para ele entrar. Não deixei. Hoje ele não me incomoda mais. Por isso a gente não pode abaixar a cabeça, se eu tivesse aceitado a situação, a violência ia continuar. Eu aconselho às minhas amigas: vá procurar ajuda que isso aí é crime. Não fique quieta”, adverte.

 

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