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Ambiente colaborativo: um novo modelo de trabalho

Coordenadora do Unit Carreiras fala sobre o ambiente colaborativo e suas principais características

às 14h33
Maria Luísa Teodoro, coordenadora do setor de colocação profissional e estágio da Universidade Tiradentes (Unit Carreiras).
Maria Luísa Teodoro, coordenadora do setor de colocação profissional e estágio da Universidade Tiradentes (Unit Carreiras).
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O mundo corporativo mudou. O que antes era um ambiente formado por pessoas presas aos seus espaços individuais de trabalho se transformou em um lugar mais comunicativo. Cada vez mais, as empresas optam pelo chamado ambiente colaborativo, onde todos têm direito a opinião.

Maria Luísa Teodoro, coordenadora do setor de colocação profissional e estágio da Universidade Tiradentes (Unit Carreiras), fala sobre ambiente colaborativo. “Ambiente colaborativo está totalmente ligado ao trabalho em equipe, ou seja, o trabalho realizado em conjunto, para que haja a realização de objetivos comuns. As pessoas contribuem com diversas ideias e pontos de vista, promovendo possibilidades inovadoras a partir da contribuição de todo o time”, explica.

Para a implantação desse modelo, precisa haver mudanças na cultura organizacional das empresas. Segundo Maria Luísa, esse não é um processo fácil, mas gera benefícios. “A partir de decisões focadas no crescimento e conquista de espaço no mercado, torna-se válida a implementação desta prática. Num ambiente colaborativo é possível perceber diversos benefícios, como a satisfação do colaborador, uma vez que ele se sente mais estimulado a participar dos processos construtivos, a possibilidade de inovar em processos engessados e reter os talentos, a partir da autonomia para atuação”, explica.

Home Office

Gradativamente, essa mudança já acontecia. Mas, durante o período de isolamento social causado pela pandemia de covid-19, muitas empresas foram obrigadas a colocar seus funcionários em home office, sem que houvesse estrutura dentro de casa para tal. Isso também causou distanciamento entre os membros das equipes. Foi preciso que essas empresas se reinventassem para que o funcionário não se sentisse desanimado por conta do afastamento do convívio social.

Com a retomada das atividades presenciais em diversas empresas, o trabalho híbrido tornou-se possível. Nesse modelo, o funcionário opta por trabalhar presencialmente na empresa e, também, a distância, seja em casa ou em outro local.

“Observamos a falta de estrutura para trabalhar em casa, pois muitos colaboradores não tinham espaço físico adequado ou mesmo equipamentos, o que precisou de adaptação. Assim, a empresa precisa alinhar muito bem essa escolha com os colaboradores e até disponibilizar os equipamentos e a estrutura necessários”, pondera Maria Luísa.

No entanto, as vantagens do trabalho híbrido ou do home office são observadas principalmente nas finanças da empresa e também do funcionário. “Observamos a redução de custos tanto na parte da infraestrutura, quanto na parte dos insumos do dia a dia. Com menos pessoas no escritório, há diminuição de gasto de energia elétrica, por exemplo, e menos gastos com benefícios como o vale-transporte, que no modelo híbrido seria pago parcialmente”, explica a coordenadora do Unit Carreiras.

Segundo ela, esse modelo também proporciona melhoria na qualidade de vida do funcionário. “O colaborador fica menos exposto a situações que possam causar estresse ou preocupações, como por exemplo, o trânsito no caminho do trabalho e imprevistos no dia a dia. Além disso, o colaborador tem menos custos com alimentação fora de casa, passagem de transporte público e gasolina, entre outros gastos que podem aparecer no deslocamento”, cita.

 Mentoria Reversa

Uma das características do ambiente colaborativo é a mentoria reversa. De acordo com Maria Luísa Teodoro, no modelo tradicional de trabalho o mentor é, geralmente, uma pessoa mais experiente orientando o mais jovem. No entanto, no ambiente colaborativo, é diferente.

“A mentoria reversa exerce uma ação de troca de papéis. Ou seja, os gestores também aprendem com profissionais iniciantes, deixando o ambiente mais diversificado. Nesse formato, os jovens são desafiados a atuar orientando executivos sobre assuntos relacionados a tecnologia, comunicação e inovação, por exemplo. E, com essa prática, é possível perceber o desenvolvimento da empatia entre os funcionários, melhor integração entre as gerações e incentivo à cultura do constante aprendizado, tornando o ambiente mais acolhedor e colaborativo, valorizando a diversidade e fazendo com que a empresa seja mais atrativa para captar e reter talentos”, revela.

 Liderança humanizada

Um outro aspecto do ambiente colaborativo é a liderança humanizada. Nesse tipo de liderança, o gestor demonstra empatia com os membros da sua equipe, pratica a escuta ativa, mantém uma comunicação assertiva, sabe lidar individualmente com cada pessoa, reconhece e valoriza o time. Com isso, lidera pelo exemplo, inspirando e influenciando pessoas.

Maria Luísa afirma que um dos maiores benefícios da liderança humanizada é o engajamento da equipe. “Com a liderança humanizada há aumento de produtividade e melhora do clima organizacional, pois colaboradores mais valorizados e felizes passam a produzir mais. Mas adotar a liderança humanizada requer implementar novos hábitos e até mesmo uma mudança de clima e cultura organizacional, voltada para a valorização do capital humano, o desenvolvimento das pessoas”, ressalta.

Tudo isso significa aprimorar e até mesmo construir ou reconstruir o meio de trabalho. O ambiente colaborativo proporciona ao colaborador a sensação de pertencimento. Quanto maior esse sentimento, maior será a dedicação. Quanto maior o engajamento, mais tempo ele ficará na empresa e haverá menos rotatividade de pessoas em um setor.

 

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