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Arraiá do Paimi une cultura e saúde na melhor idade

Evento junino celebrou encerramento do semestre com quadrilha, casamento caipira e muita integração entre idosas, professores e estudantes da Unit

às 21h03
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Vestidos rodados, fitas no cabelo, chapéus de palha e muita animação: foi assim que o mini shopping da Universidade Tiradentes (Unit) começou a semana e se transformou em um verdadeiro arraiá. As participantes do Programa de Atenção Integral à Melhor Idade (Paimi) aproveitaram a festa junina como um momento de integração e encerramento das atividades do semestre. 

Com direito a quadrilha coreografada, casamento caipira e muita dança, a celebração reforçou o quanto ações como essas fazem diferença no cotidiano das idosas. De acordo com a coordenadora do Paimi, Zulnara Mota, a festa foi pensada para valorizar a cultura nordestina e estimular o bem-estar. “É um momento em que a gente celebra nossas raízes. Fizemos o casamento caipira, que é uma brincadeira divertida, e também a quadrilha com coreografia do professor Sidney, da Dançaterapia. Contamos ainda com a professora Maria Jane e com alunos da Fisioterapia, que nos acompanharam neste semestre”, destacou.

Mais de 30 anos de extensão

O coordenador de Extensão da Unit, Geraldo Calasans reforçou a relevância do projeto. “O Paimi é nosso projeto de extensão mais antigo, com mais de 30 anos. Realizamos ações ao longo do ano e, neste momento, o São João é uma atividade cultural que marca esse calendário. As participantes, que chamamos carinhosamente de ‘meninas do Paimi, se envolvem com entusiasmo. É gratificante ver o impacto positivo que esse projeto tem na vida delas”, pontuou.

Quem acompanhou a criação do projeto e também comemora os frutos colhidos é a dona Amélia Uchôa, fundadora da universidade, que lembra com orgulho o crescimento do Paimi. “Hoje nós temos 60 idosas participando ativamente, vibrando, se envolvendo em tudo, é uma alegria imensa. Porque muita gente pensa que, ao chegar aos 50 ou 60 anos, tem que ficar em casa, acomodada. Mas aqui é diferente. Elas topam tudo o que propomos. Basta chamar, que estão prontas. É uma alegria contagiante, você vem para uma festa e acaba entrando no clima naturalmente. Eu me sinto muito realizada com esse trabalho. Estou muito satisfeita com esse projeto. É muita alegria, para todos nós”, conta dona Amélia.

Tradição, cultura e saúde

Para o professor Sidney Rocha, trabalhar cultura com o público da melhor idade é essencial. “É um encerramento simbólico do primeiro semestre, que também tem esse papel de manter vivos os sonhos. A cultura é identidade, e ver essas mulheres dançando e se vestindo com tanta dedicação mostra o quanto elas se envolvem. Isso fortalece a autoestima delas e valoriza nossa história”, afirmou.

Ao longo do semestre, Sidney também ministrou aulas de dançaterapia no projeto. “Trabalhamos com ritmos variados, como tango e bolero, mas o forró tem sempre um lugar especial. É nossa raiz. E basta olhar o rosto delas para perceber o quanto isso mexe com cada uma”, disse.

A professora Maria Jane Aquino, da Fisioterapia, acompanhou o grupo durante o semestre e reforçou os impactos positivos do trabalho. “Atendemos 30 idosas individualmente, às segundas-feiras. Muitas chegaram com queixas de dores, quedas, fraqueza. Hoje relatam menos dores, mais disposição e menos cansaço. Essa festa marca a finalização do semestre e também a conquista delas. Treinaram bastante para essa apresentação, e foi muito bonito de ver”, contou. Ela também destacou a importância da experiência para os alunos. “Eles aprendem que fisioterapia não é só técnica. É escuta, vínculo, cuidado. Essa vivência é um aprendizado humano e profissional”, completou.

Para quem participa do Paimi, o efeito vai muito além da dança. Maria Antônia Soares, integrante há 18 anos, conta que a rotina mudou completamente. “Antes, eu não queria sair de casa. Agora faço dança, artesanato, hidroginástica, pilates… tudo isso melhorou muito minha vida. Quando chega segunda ou terça-feira, já fico animada. Aqui é acolhimento de verdade”, disse.

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