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Professoras e estudantes de Medicina participam de projeto nacional sobre novas diretrizes do curso

Iniciativa da ABEM discutiu atualização das DCNs, com foco em integração curricular, avaliação contínua e formação por competências

às 20h13
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O Projeto REVER, promovido pela Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), reuniu docentes e estudantes de diversas instituições do país para discutir a atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) do curso de Medicina. A iniciativa tem como objetivo construir, de forma colaborativa, propostas para aprimorar a formação médica, com foco na integração curricular, no desenvolvimento de competências e em modelos avaliativos mais alinhados ao processo formativo.

Representando a Universidade Tiradentes (Unit), participaram das discussões as docentes Drª Leda Delmondes e Drª Adriana Guimarães, além das estudantes Maria Eduarda Freitas de Lima e Vitória Sukita Mamlak Santos. Segundo a professora Adriana Guimarães, o encontro possibilitou analisar desafios da formação médica a partir de diferentes perspectivas.  

“A implementação do modelo exige reorganização curricular, com adoção de metodologias ativas e novos formatos de avaliação. A proposta também fortalece uma formação centrada no estudante, com acompanhamento ao longo de todo o curso, uso de diferentes instrumentos avaliativos e devolutivas contínuas, permitindo identificar dificuldades, ajustar estratégias de ensino e promover o desenvolvimento progressivo das competências”, explicou.

A professora também apontou desafios para a implementação das mudanças, especialmente no alinhamento institucional e na preparação do corpo docente. “Existem obstáculos como a autonomia docente sem alinhamento institucional, a resistência às mudanças e a ausência de diretrizes claras, além da necessidade de maior capacitação. Esses fatores podem dificultar a adoção de práticas pedagógicas comuns e a consolidação do novo modelo formativo”, elenca.

Participação estudantil

A estudante Maria Eduarda Freitas de Lima, que também é presidente do Centro Acadêmico (CAJAB), ressaltou que o debate permitiu ampliar a visão sobre a formação médica e seus desafios. “Foi um momento de reflexão sobre como podemos contribuir para um ensino médico cada vez melhor, formando profissionais preparados não apenas tecnicamente, mas também com responsabilidade, ética e atenção à própria saúde mental”, relatou.

Entre os aspectos que mais chamaram atenção, a estudante destacou a preocupação com a formação integral do aluno e com a saúde mental dos estudantes, além da valorização da formação docente. Segundo ela, as discussões apontaram para uma avaliação que contemple competências além do conhecimento teórico. “A proposta de avaliação contínua e padronizada pode reduzir desigualdades entre instituições e fortalecer a formação médica”, disse.

Segundo Maria Eduarda, o olhar discente complementa a visão dos docentes ao trazer experiências do cotidiano acadêmico e apontar dificuldades práticas. “Esa contribuição torna as mudanças mais aplicáveis e alinhadas à realidade dos cursos. O aluno vive o dia a dia do processo e consegue avaliar o que realmente funciona, seja nos métodos avaliativos, na organização do internato ou nos serviços de apoio”, explicou.

Maria Eduarda também destacou que iniciativas como o Projeto REVER fortalecem a formação médica ao incentivar o alinhamento das instituições às diretrizes nacionais. “Esse tipo de iniciativa promove discussões fundamentais e contribui para a formação de médicos mais completos, não apenas tecnicamente capacitados, mas também éticos e humanos”, afirmou.

Ao final, a estudante ressaltou que a experiência ampliou sua compreensão sobre o processo de construção curricular e reforçou o compromisso com a melhoria da formação médica. “Levo uma visão mais ampla sobre a formação médica e um senso maior de responsabilidade para continuar participando da construção de um ensino cada vez melhor”, concluiu.

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