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As influências características da arte africana nas artes plásticas brasileiras

Herança cultural, as influências características da arte africana nas artes plásticas brasileiras, continuam ditando tendência

às 13h57
As formas mais antigas de arte africana são as pinturas, gravações em pedra e as esculturas de argila e bronze (Unsplash)
As formas mais antigas de arte africana são as pinturas, gravações em pedra e as esculturas de argila e bronze (Unsplash)
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A diversidade cultural e artística originárias da colonização do Brasil perpassam as gerações e, ao longo da história do país, muitas foram as influências características da arte africana nas artes plásticas brasileiras. Uma herança cultural que até os dias atuais continua ditando tendência na produção cultural artística em suas mais variadas vertentes, seja nas artes plásticas, bem como na música, moda e até na literatura. 

Apesar de toda a efervescência das manifestações inspiradas na cultura das civilizações africanas, durante um bom tempo, artistas negros no Brasil seguiam o padrão europeu na produção de suas obras. Isso ocorreu entre os séculos XVII e XIX, quando escravos e descendentes dos mesmos, os quais aprenderam com os portugueses e outros europeus, disseminaram formas de arte inspiradas neste padrão europeu.  

Entre os exemplos de artistas negros ou mestiços, que seguiram essa tendência, o grande destaque é Antônio Francisco Lisboa, o ‘Aleijadinho’ (1738-1814), que usou uma forma europeia, o Barroco, para realizar obras marcadamente brasileiras.

Arte africana

A arte africana é considerada um conjunto de manifestações artísticas produzidas pelos diversos povos da África e datam do período Pré-Histórico. A visibilidade, no entanto, só ocorreu no Ocidente a partir do século XX, período esse, em que artistas negros começaram a produzir obras autorais com maior identidade étnica no Brasil

Suas formas artísticas mais antigas são as pinturas, gravações em pedra e esculturas de argila e bronze, sendo a escultura, a mais importante manifestação artística desses povos. Entre os objetos produzidos, as máscaras são as formas mais conhecidas, as quais eram usadas em rituais carregados de misticismo e crenças.

Grandes nomes 

Entre os grandes nomes deste momento de resgate e valorização da arte africana no país estão os baianos Mestre Didi (1917-2013) e Rubem Valentim (1922-1991).

Deoscóredes Maximiliano dos Santos, popularmente conhecido como ‘Mestre Didi’, é considerado um sacerdote-artista. Em suas obras, fortemente presentes, estão sua ancestralidade africana e visão de mundo misturadas à sua vivência baiana. De origem iorubá, suas produções artísticas trazem uma carga mítica e seu legado cultural é reconhecido em todo o mundo com exposições, inclusive, no Museu Picasso, em Paris. 

Também nascido em Salvador, Rubem Valentim foi autodidata. Com sua ancestralidade africana efervescente, trilhou a fronteira entre o popular e o erudito. Nos anos 1950, fazia uma pintura não-figurativa de base geométrica, num tempo e numa cidade em que o abstracionismo não era bem aceito. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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