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Atividade extensionista chama atenção para o abandono de animais

O projeto SOS Animais de Estimação faz parte da Curricularização da Extensão e levou estudantes a entenderem uma realidade do bairro Jabotiana.

às 20h28
Imagem: Freepik
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Na última quinta-feira, 25, alunos do curso de Nutrição da Universidade Tiradentes (Unit) realizaram uma atividade da Curricularização de Extensão da disciplina Experiências Extensionistas I. A abordagem teve como tema SOS Animais de Estimação, visando chamar a atenção de alunos, professores e colaboradores que passavam pelo minishopping do campus Farolândia.

A professora doutora Adriana Karla de Lima, coordenadora de Pesquisa da Unit, explicou que neste semestre cerca de 60 equipes de alunos trabalham no componente curricular das experiências extensionistas. “Temos seiscentos e trinta alunos envolvidos nesse grande projeto. Eles foram divididos em equipes com temáticas diversas. A proposta desse grupo em especial é tratar da conscientização sobre animais domésticos e as consequências do abandono desses animais”, explicou.

Para isso, o grupo teve contato com a ONG Fraternidade Pet, localizada no bairro Jabotiana. Paralelamente à ação de conscientização no campus, outra equipe atua no bairro para conscientizar os moradores locais. No fim do semestre, os estudantes devem fazer uma apresentação sobre a conclusão do trabalho realizado.

“Ao visitar o local, que a gente chama de diagnóstico social, eles entendem quais são as necessidades daquele ambiente e elaboram então um projeto de intervenção ali, baseado nas necessidades da comunidade. Eles contam com a ajuda dos preceptores, que vão orientando a construção do projeto, que elaboraram na primeira unidade”, informou a coordenadora.

Junto aos moradores do local, os estudantes falaram sobre o cuidado com os animais que estão nas ruas, que são considerados comunitários, além de mostrar a necessidade de ajudar a própria ONG para manter os animais, obter recursos e cuidados veterinários.

“Esse projeto tenta trabalhar um ponto fixo e as necessidades daquele ponto. A proposta é a gente continuar naquela comunidade de forma contínua. Esses alunos estão trabalhando no ponto agora e no próximo semestre outra equipe vai voltar àquela comunidade para trabalhar um outro aspecto ou aprofundar um desses. Cada vez que retornarmos àquela comunidade, vamos ter condições de analisar o que foi feito, ver o impacto daquela ação que foi feita e tentar progredir, aumentar mais ainda o impacto que foi feito e gerar outras oportunidades”, justificou Adriana Karla.

Segundo a aluna do segundo período de Nutrição, Raíssa Bispo, o projeto a ajuda a se tornar uma pessoa com mais empatia, além de proporcionar uma experiência fora do ambiente universitário que ela não tinha em outro lugar. “Há um tempo eu nem pensava nisso. Mas agora, o projeto fez pensar e repensar muitas das minhas atitudes, porque às vezes eu mesma fechava os olhos para certas coisas e, hoje, vejo que não tem necessidade de fechar os olhos. Ainda que eu não queira adotar aquele animal, que eu não tenha condição, digamos assim, e eu não falo condição só financeira, porque cada um tem seus motivos, ainda que eu não tenha condição de adotar um animal, eu posso ajudar uma vida. Hoje, eu trato essas vidas necessitadas como reais, não só como um animalzinho ferido. O animalzinho ferido não está muito longe da nossa realidade. Eles estão próximos, eles estão aqui e eles estão precisando agora”, enfatizou a aluna.

Curricularização

Em 2018, o Ministério da Educação (MEC) publicou a resolução nº 7, para estabelecer diretrizes sobre a Extensão no Ensino Superior. As faculdades e universidades tiveram um prazo para definir 10% da carga horária curricular às atividades extensionistas.

“A resolução define e estabelece esse mínimo de 10% da carga horária do curso para extensão. Há, assim, a possibilidade de levar o aluno para as comunidades, para que ele já tenha contato com a sociedade em que vai trabalhar no futuro, depois que ele se formar e trazer também habilidades e competências que ele vai desenvolver fazendo atividade de extensão”, explicou a coordenadora de pesquisa.

Na Unit, o processo de Curricularização da Extensão foi iniciado no segundo semestre de 2021, mas já vinha sendo experimentado em anos anteriores. Até o momento, 15 cursos de graduação já possuem disciplinas de experiências extensionistas na grade curricular, alocadas em períodos diferentes, para que, ao passo em que o aluno mature seu conhecimento prático e teórico sobre a profissão, possa também aprimorar as ações realizadas externamente, junto à sociedade.

 

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