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Bibliotecários da Unit produzem artigo sobre a valorização do livro

Cientes de que a leitura educa, transforma e forma cidadãos, os autores do artigo “Livro: valioso instrumento de transformação social” abordam sobre sua importância.

às 16h24
Gislene Maria da Silva Dias, gestora da Biblioteca Central da Unit Sergipe
Gislene Maria da Silva Dias, gestora da Biblioteca Central da Unit Sergipe
Jadinilson Afonso de Melo, bibliotecário-chefe da Unit - AL
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Por Stefânia Leal e Raquel Passos

O livro é uma ferramenta informacional que exerce papel crucial na formação das pessoas, seja ele didático ou paradidático. A defesa do livro busca salvaguardar a importância desse instrumento da educação e aliar ao poder dele a acessibilidade do aprendizado e do direito à leitura.

A bibliotecária da Unit Sergipe, Gislene Maria da Silva Dias, juntamente com o colega da Unit Alagoas, Jadinilson Afonso de Melo, produziram o artigo “Livro: valioso instrumento de transformação social”, em consonância com a campanha #DefendaoLivro para que sejam criadas políticas públicas que incluam as classes desfavorecidas no universo da literatura. 

O artigo traz à tona uma discussão que vai na contramão da proposta da cobrança de tributos, buscando entender quais caminhos devem ser traçados para ampliar o escopo do acesso à leitura.

A bibliotecária Gislene Maria acredita que para o Brasil progredir é preciso políticas públicas claras de apoio e difusão do livro e sugere algumas alternativas para o fomento da leitura. “Políticas públicas de incentivo a criação de bibliotecas comunitárias, fortalecimento das bibliotecas escolares, a leitura para todos e em todos os formatos acessíveis, com mais leitores teremos um país melhor e mais plural”, destaca.

Para o coautor, Jadinilson Afonso, o livro é uma ferramenta imprescindível na disseminação da informação, pois é um insumo teoricamente de baixo custo, de fácil acesso e por meio dele é possível agregar conhecimentos das mais diferentes áreas e dos mais renomados pensadores.

“Os livros paradidáticos proporcionam uma visão ampla do mundo em que se vive e também outras questões alheias ao dia a dia e ao cotidiano. Seria fundamental que além de políticas públicas nós fizéssemos a nossa parte e que as instituições de ensino, as ongs e as empresas pudessem destinar investimentos para a educação ou na compra de livros”, acredita Jadinilson.

O artigo que Gislene Maria e Jadinilson escreveram juntos defende que sem livros acessíveis, a mudança de classes ficará cada vez mais restrita às oportunidades voltadas àqueles que compõem a mais favorecida. “O livro é a ferramenta mais valiosa de transformação social. É por meio do livro que o indivíduo adquire conhecimento, o que também contribui com o  desenvolvimento do pensamento crítico e para a formação cidadã”, conclui Gislene.

Para ler na íntegra, acesse aqui.

Campanha Defenda o Livro

Fruto do projeto de reforma tributária proposto pelo Ministério da Economia em agosto de 2020, a brecha legal que prevê a volta da cobrança de imposto sobre o preço do livro não agradou boa parte da sociedade e gerou manifestações nas redes sociais de leitores e escritores.

Identificada pela hashtag #DefendaoLivro, a mobilização contra o Projeto de Lei 3887/2020 conta com o abaixo-assinado ‘Defenda o livro: Diga Não à Tributação de Livros’ que já possui mais de um milhão e quatrocentos mil assinaturas.

Desde a Constituição de 1946 que o livro é um bem isento de impostos, mas a proposta da reforma propõe que os livros fiquem sujeitos à tributação sob alíquota de 12%. No último dia 26 foi realizada a Audiência Pública na Comissão de Educação, onde parlamentares e convidados debateram sobre projeto do Poder Executivo que está em análise na Câmara dos Deputados.

 

Com informações do portal da Câmara dos Deputados.

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