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Biomembranas Sintéticas: Desenvolvidas para um melhor tratamento de feridas

Pesquisadores da Unit e do ITP desenvolvem polímeros capazes de reduzir o tempo e a dor durante o tratamento tecidual

às 11h44
As biomembranas e soluções fotopolimerizáveis são associadas a um produto natural que auxilia o processo de cicatrização (Reprodução)
As biomembranas e soluções fotopolimerizáveis são associadas a um produto natural que auxilia o processo de cicatrização (Reprodução)
A professora Francine Padilha, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Renorbio na Unit Sergipe
A professora Juliana Cordeiro Cardoso, do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Ambiente (PSA), da Unit Sergipe
O professor Ricardo Luiz Cavalcante, do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Ambiente (PSA), da Unit Sergipe
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Mais eficácia e menos sofrimento no tratamento de pacientes com lesões e feridas na pele. Isso vem sendo alcançado graças às biomembranas, que vêm sendo desenvolvidas e aplicadas com resultados de grande sucesso, em pesquisas de professores do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Ambiente (PSA) da Universidade Tiradentes (Unit Sergipe), em parceria  com a Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio) e o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP)

O grupo é composto pelos professores Ricardo Luiz Cavalcante, Juliana Cordeiro Cardoso e Francine Padilha, todos do PSA/Unit. Juntos, eles buscam inovar e aperfeiçoar as técnicas e recursos de cicatrização e reparo tecidual. “Além da busca por ferramentas que auxiliem o tratamento do paciente, este é um mercado que apresenta uma grande demanda por conta das queimaduras, cortes, fraturas, feridas abertas e mesmo em guerras, onde há diversos feridos. Portanto, o mercado precisa se aprimorar e desenvolver novos produtos. O nosso estudo junto à biotecnologia entra justamente nessa busca pelo desenvolvimento de produtos que possam ser aplicados pela indústria e reduzir tanto o tempo de tratamento quanto a dor desses pacientes”, explica Francine.

A professora conta que os polímeros desenvolvidos são biodegradáveis e podem ser reabsorvidos pelo corpo. “Com nossos polímeros, não há necessidade de realizar a troca da membrana, o que não acontece nos tratamentos mais comuns, em que se utiliza algum creme coberto com gaze. Algum tempo depois, essa gaze deve ser retirada para limpeza do local e então uma outra camada de pomada com gaze é colocada. Com os nossos produtos, basta repetir a aplicação da membrana, pois a anterior já foi absorvida. É um processo de cicatrização muito mais rápido e quase indolor ao paciente”, diz ela. 

Ainda de acordo com Francine, as membranas e soluções fotopolimerizáveis são associadas a um produto natural que auxilia o processo de cicatrização, podendo desenvolver uma atividade antioxidante, anti-inflamatória ou antimicrobiana.

Novos polímeros

Um dos projetos desenvolvido pelo trio de pesquisadores foi a solução fotopolimerizável focada para a cicatrização tecidual. “Essa solução foi criada com o extrato etanólico obtido por líquidos pressurizados e é rico em substâncias da classe dos iridóides. O extrato tem uma excelente atividade antioxidante, antiinflamatória e analgésica. O grande interesse da Renorbio por essa solução, é justamente pela fotopolimerização local, ou seja, o material não vaza, porque fica aderido ao local”, destaca a  pesquisadora. O projeto conquistou, além da patente, um prêmio da Sociedade Brasileira de Estomatologia e Patologia Oral, que destacou as qualidades do processo, do trabalho desenvolvido e do interesse pelo processo de cicatrização. 

Outro projeto mais recente do grupo é o polímero de Xantana Prata, desenvolvido para ser produzido biologicamente pelo microrganismo. A base para o polímero vem a partir de uma goma que surge a partir da fermentação natural de tipos de açúcar. “Nós também temos a patente deste polímero, que é biodegradável e dispõe de uma atividade antimicrobiana. Neste projeto já alcançamos a fase clínica e o inscrevemos para o Comitê de Ética. Contudo, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) já nos concedeu a patente, então podemos repassar a tecnologia para a produção industrial”, comemora Padilha.

Asscom | Grupo Tiradentes

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