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Como funciona a Renorbio, que integra pesquisas em biotecnologia

Universidade Tiradentes participa da Renorbio desde a criação e contribui com pesquisas biotecnologia que integram cientistas de toda a região

às 17h27
Laboratório de Biotecnologia Industrial da Unit Sergipe, uma das instituições integrantes da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio) (Acervo/Grupo Tiradentes)
Laboratório de Biotecnologia Industrial da Unit Sergipe, uma das instituições integrantes da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio) (Acervo/Grupo Tiradentes)
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Uma rede de cientistas, pesquisadores e instituições que integra todo o Nordeste brasileiro, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do Nordeste, por meio de mais ação e investimentos na ciência e na tecnologia. Este é um dos objetivos da Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio) foi idealizada em agosto de 2003, em Fortaleza, a partir de um protocolo de cooperação celebrado entre os secretários de Ciência e Tecnologia dos estados nordestinos. 

Esta reunião foi a primeira medida de apoio formal que permitiu que a Rede pudesse se estabelecer. Em seguida, a rede foi criada e estruturada pela Portaria 598/2004 do Ministério da Ciência e Tecnologia. Juntas, as instituições participantes dos estados têm cerca de 200 docentes e mais de 600 alunos, que desde o início, já titularam 1.149 alunos. Desse total, 96% estão empregados e 17 empresas foram criadas com a participação de alguns deles. A Universidade Tiradentes (Unit Sergipe) é uma das nucleadoras da Renorbio no Estado desde 2015, mas participa da rede antes mesmo da implementação do programa de doutorado, e possui docentes orientandos desde a primeira turma.

Um dos objetivos da rede é “acelerar o processo de desenvolvimento da região Nordeste, integrando esforços de formação de recursos humanos ao desenvolvimento científico e tecnológico, para produzir impacto socioeconômico e permitir a melhoria da qualidade de vida de sua população com a participação efetiva de instituições onde a biotecnologia têm liderança”, além de “melhorar o desempenho da Ciência e Tecnologia do Nordeste com a realização de atividades que promovam a transformação desse sistema em um sistema eficiente para inovação e a utilização mais profícua de recursos humanos e físicos pelo setor privado”. 

A rede também procura, por meio da articulação de diversos setores da sociedade, “ampliar a massa crítica de pesquisadores, provocando um efeito multiplicador na geração de emprego para profissionais altamente qualificados e aumento da qualidade e relevância da produção científica e tecnológica em áreas relacionadas à biotecnologia, bem como de sua transferência para a sociedade, com vistas à inovação e ao interesse social e econômico da região”.

A consolidação da integração de pesquisadores com vocação para área biotecnológica no Nordeste se deu em 2006, com a criação do curso de doutorado em Biotecnologia, também chamado Renorbio, e formado em rede pelas instituições integrantes. “O Núcleo de Pós-Graduação da Rede se caracterizou como a primeira proposta de porte regional formalmente submetida e aprovada com conceito 5 pela Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] na área de Biotecnologia. Seu projeto foi desenhado em consonância com a estratégia definida no V Plano Nacional de Pos-Graduação [V PNPG], com o objetivo de aumentar a taxa de formação de doutores, sem prejuízo da qualidade”, diz Francine Padilha, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Renorbio na Unit Sergipe. 

Como é

O programa Renorbio é composto por quatro áreas de concentração: Biotecnologia em Agropecuária, Biotecnologia em Saúde, Biotecnologia em Recursos Naturais e Biotecnologia Industrial. Cada estado componente possui uma ou duas instituições nucleadoras que são responsáveis pela emissão dos diplomas dos alunos daquele estado. “Existem instituições parceiras que possuem docentes Renorbio, mas que não podem emitir os diplomas pois não são nucleadoras. Neste caso, esta instituição fica ligada a uma nucleadora para que esta emita o diploma do aluno que foi orientado”, salienta a coordenadora. 

Asscom | Grupo Tiradentes

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