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Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo

Relatório sobre as Desigualdades Mundiais indica que os 10% mais ricos no Brasil ganham mais da metade da renda nacional

às 12h25
Estatísticas nacionais e internacionais apontam a desigualdade social do Brasil como uma das maiores do mundo (Vladimir Platonow/Agência Brasil)
Estatísticas nacionais e internacionais apontam a desigualdade social do Brasil como uma das maiores do mundo (Vladimir Platonow/Agência Brasil)
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Um relatório sobre a riqueza global em 2021, realizado pelo banco Credit Suisse, aponta que o Brasil continua sendo um dos países mais desiguais do mundo, em uma situação que foi piorada com a chegada da pandemia de Covid-19. Em 2019, por exemplo, o 1% mais rico detinha 46,9% da renda total do país, já em 2020 esse número foi para 49,6%, ou seja, quase metade da riqueza do país está nas mãos do 1% mais rico. 

Outro documento, o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que analisa essa concentração de riquezas, coloca o Brasil em segundo lugar no ranking de má distribuição de renda entre a população. O primeiro lugar ficou com o Catar.

O relatório referente às Desigualdades Mundiais indica que a renda média dos adultos brasileiros, se comparados à paridade do poder de compra (da sigla em inglês PPP) equivale a R$ 43,7 mil e a dos 10% mais ricos equivale a R$ 253,9 mil, valor que representa 58,6% da renda total do Brasil. As estatísticas disponíveis constatam que os 10% mais ricos no país sempre ganharam mais da metade da renda nacional. O relatório considera o Brasil como “um dos países mais desiguais do mundo” e que a diferença financeira entre os brasileiros “é marcada por níveis extremos há muito tempo”.

Essa é uma tendência também comprovada pelo Índice de Gini, que avalia a desigualdade social no Brasil. Com resultados entre zero e um, em que números mais próximos de zero indicam uma maior igualdade, o índice demonstra que de 2019 para 2020, o número caiu de 0,506 para 0,500.

Com o crescimento da desigualdade e a chegada do novo coronavírus, o governo federal lançou o auxílio emergencial no valor de R$ 600 ou R$ 1.200 para mulheres chefes de família, distribuídos para aproximadamente 68 milhões de brasileiros que o utilizaram para sobreviver durante a pandemia. Na segunda fase do auxílio emergencial, o valor foi reduzido para R$ 300 e cerca de 57 milhões de brasileiros puderam ser beneficiados, o que serviu de preparação para a criação do programa Auxílio Brasil, em novembro.

Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a desigualdade mensurada pelo Gini “reduziu em todas as grandes regiões, sobretudo no Norte e Nordeste, regiões onde o recebimento do auxílio emergencial atingiu maior proporção de domicílios”, mas isso só aconteceu por conta do programa emergencial.

Asscom | Grupo Tiradentes

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