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Como o algoritmo da inteligência artificial controla as nossas vidas?

Professora explica como o algoritmo está presente nas nossas vidas e como a LGPD pode interferir na disseminação de informações pessoais

às 18h15
Imagem: Freepik
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Professora Talita Deda
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Histórias sobre Inteligências Artificiais sempre se fizeram presentes no imaginário popular por meio de filmes, livros e séries, porém a ficção científica está cada vez mais fazendo parte da vida real. Os algoritmos, que decidem e pensam no lugar dos humanos, trazem avanços e riscos imensos para sociedade. A professora do curso de Jornalismo da Universidade Tiradentes, Talita Déda, explica como o algoritmo de inteligência artificial pode afetar as nossas vidas e como ele está se espalhando em determinadas situações. 

Ao falar sobre o tema, a professora lembra do escritor Eli Parisier, escritor do livro “O filtro invisível: O que a internet está escondendo de você”. “Isso não é algo recente, porém, vem se espalhando com uma velocidade assustadora. Existem diversas ferramentas que estão ali para filtrar e monitorar e que, de fato, vão ajudar na perspectiva de segmentação para que as pessoas sejam condicionadas a determinados serviços. É estabelecida uma construção mais direcionada na oferta de produtos através de uma personalização de conteúdo”, reitera. 

É a partir da navegação de cada usuário na web, gigantes como Google, Facebook, Apple e Microsoft criam filtros formados por algoritmos que personalizam o resultado das buscas na internet. Talita destaca que a pandemia também ressignificou algumas questões no que se refere ao consumo online e sob demanda. “Hoje você tem consumidores muito mais exigentes e muito mais despertos, já que as plataformas são muito diversas e possuem endereçamentos para vários nichos de comunicação”, reflete a professora.

Sobre a privacidade dos dados, Talita compreende que a maior discussão é a necessidade de fornecer informações que deveriam ser confidenciais para situações corriqueiras na internet e em grandes empresas. “É uma faca de dois gumes. Existem pessoas que não percebem e não se perguntam para onde os seus dados estão indo, o que pode acarretar na perda e no vazamento dessas informações. É necessário ter acesso a informações de maneira mais transparente, para que as pessoas saibam de qual forma seus dados são distribuídos, tendo mais consciência da Lei Geral de Proteção de Dados e do Direito Digital”.

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