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Coronavírus: como ficará a sustentabilidade após a pandemia?

Luciana Rodrigues, docente e coordenadora do Programa de Meio Ambiente da Unit, discute o tripé e o novo olhar para a sustentabilidade após este período.

às 10h39
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A pandemia do novo coronavírus chegou de forma avassaladora a todo o mundo. Os países precisaram tomar importantes decisões em um curto espaço de tempo. O impacto mundial foi muito grande. A Covid-19 mudou hábitos e a perspectiva para o futuro. Mas como será que o mundo passará a tratar a questão da sustentabilidade? Será que já podemos perceber alguma mudança? 

“A sustentabilidade tem um conceito complexo e precisa ser melhor trabalhada em uma sociedade que a leva de forma muito simplista. Perpassa pelo econômico, social e questões ambientais”, afirma a docente e coordenadora do Programa de Meio Ambiente da Universidade Tiradentes, Luciana Rodrigues. 

“A população precisa entender o tripé da sustentabilidade. O caos se instaurou rapidamente, e as pessoas, em sua maioria, não questionam as causas. Precisamos compreender os fatores e entender que cada um tem a sua parcela de contribuição. O problema é mundial, e partimos do pressuposto que tem relação com as atitudes de cada indivíduo”, declara. Luciana é doutoranda no Programa de Saúde e Ambiente da Unit.

Para a especialista, questões, como é o caso do desmatamento, acabam gerando problemas de Saúde. “Os animais acabam perdendo seu habitat e desencadeando uma série de problemas no equilíbrio ambiental, que afeta a humanidade”, acrescenta Luciana.

Apesar da mudança de comportamento e a busca por hábitos mais saudáveis, ainda há muito o que se pensar para o futuro. “A geração do lixo, por exemplo, é muito importante enfatizar. Como a população tem gerado, tratado e descartado esse lixo? Infelizmente, as pessoas têm descartado as máscaras nas ruas sem saber se aquele material está contaminado ou não. O consumo de água também tem aumentado significativamente. Então, ainda precisamos encontrar um equilíbrio e amadurecer com tudo isso”, enfatiza a docente. 

“Precisamos ampliar de fato a sustentabilidade como um todo e não apenas uma parte. A frase do Papa Francisco que dizia que não podemos querer ser saudáveis em um planeta doente nunca fez tanto sentido”, salienta.

“Uma das grandes diferenças entre os países desenvolvidos é que as pessoas conseguem compreender a importância do todo. Não é que eles não passaram pelo problema. Passaram, porém, com menos perdas, menos mortes e agora já estão podendo voltar à sua vida no cotidiano”, complementa. 

E, quando a rotina voltar à normalidade? Como ficará o olhar sobre para a sustentabilidade. “Como eu disse anteriormente na frase proferida pelo Papa Francisco, a gente não pode querer ser saudável em um planeta doente. Como uma pessoa otimista, acredito que vamos mudar, e esta mudança precisa ser para melhor. A humanidade precisa ser melhor com todos os aprendizados deste período, utilizando o tempo ao nosso favor e articulando as nossas ideias”, finaliza Luciana. 

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