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Efeito Sanfona: Por que ele acontece e como evitá-lo?

Entenda os impactos do ciclo de perda e ganho de peso e descubra estratégias para manter uma vida saudável

às 13h37
 Talita Kizzy Barbosa Barreto- Professora de Nutrição da Universidade Tiradentes
Talita Kizzy Barbosa Barreto- Professora de Nutrição da Universidade Tiradentes
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Perder peso e ganhar novamente: esse ciclo repetitivo, conhecido como efeito sanfona, é um desafio comum para muitas pessoas que buscam um peso saudável. Caracterizado por oscilações significativas na balança, esse fenômeno pode ter impactos não apenas estéticos, mas também metabólicos e psicológicos.

Segundo a nutricionista e professora do curso de Nutrição da Universidade Tiradentes (Unit), Talita Kizzy Barbosa Barreto, o efeito sanfona ocorre frequentemente em dietas muito restritivas, mas também pode ser resultado de fatores metabólicos e emocionais. Entretanto, essa condição não se restringe apenas a dietas rígidas. “Ele pode ocorrer em outras situações metabólicas, pois o corpo humano tende a ajustar seu metabolismo conforme a ingestão calórica”, explica a especialista.

Fatores que influenciam o efeito sanfona

Além das dietas restritivas, fatores genéticos e metabólicos também podem aumentar a propensão ao efeito sanfona. “O corpo humano é adaptável e tende a ajustar seu metabolismo em resposta à redução da ingestão calórica. Essa adaptação pode resultar em uma diminuição da taxa metabólica basal, o que significa que o corpo requer menos calorias para funcionar. Assim, após a fase inicial de perda de peso, o progresso pode estagnar ou reverter, apesar da continuidade da dieta restritiva”, aponta.

Outro ponto importante é o impacto emocional. A relação que a pessoa desenvolve com a comida pode influenciar diretamente no ciclo de ganho e perda de peso. “Padrões como comer por emoção ou compulsivamente são fatores que potencializam esse problema”, destaca a nutricionista.

Impactos na saúde

As consequências do efeito sanfona vão muito além do número na balança. Segundo a especialista, essa oscilação repetitiva pode afetar o metabolismo a longo prazo e aumentar o risco de diversas doenças. “A flutuação de peso frequentemente associada ao efeito sanfona pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão arterial, doença coronariana e acidente vascular cerebral (AVC). As variações de peso podem influenciar negativamente os níveis de colesterol e a pressão sanguínea, fatores que são cruciais para a manutenção da saúde cardiovascular. Além de resistência à insulina, impacto na composição corporal, consequências psicológicas e saúde óssea comprometida”, alerta.

Como evitar o efeito sanfona

A chave para evitar esse ciclo é adotar mudanças graduais e sustentáveis. “Metas realistas são fundamentais. Ao invés de buscar resultados rápidos através de dietas extremamente restritivas, opte por mudanças graduais e sustentáveis no estilo de vida. Isso inclui estabelecer objetivos alcançáveis de perda de peso, que podem ser mantidos consistentemente ao longo do tempo, evitando expectativas irrealistas que podem levar à desmotivação e ao abandono do plano de saúde”, orienta.

Manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos são estratégias essenciais para manter um peso saudável. “Uma dieta balanceada é fundamental para evitar flutuações de peso. Concentre-se em alimentos nutritivos que ofereçam uma variedade de vitaminas, minerais, fibras, proteínas e gorduras saudáveis. Dê preferência a alimentos integrais em vez de processados e limite o consumo de açúcares adicionados e gorduras saturadas. Planejar refeições e lanches saudáveis pode ajudar a prevenir decisões alimentares impulsivas e garantir que você esteja satisfazendo as necessidades nutricionais do seu corpo”, recomenda a nutricionista.

Além disso, compreender sinais de fome e saciedade pode ajudar a evitar episódios de compulsão alimentar. “Faça refeições conscientes, prestando atenção ao que você come e como se sente durante e após as refeições. Evite distrações, como assistir TV ou usar o telefone durante as refeições, para que você possa ouvir melhor os sinais do seu corpo. Procure um nutricionista, faca atividade física, cuide da alimentação, do sono”, finaliza.

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