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Em nome da tolerância do respeito à mulher Unit discute o documentário Chega de Fiu Fiu

A violência contra a mulher é o tema abordado numa conferência promovida pela Unit

às 00h28
O público na expectativa do debate
O público na expectativa do debate
A mestranda Letícia e a advogada Elisângela Amaral
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A mulher e o assédio por ela sofrido tem sido um tema preocupante e recorrente. Por este motivo, a Universidade Tiradentes promove de maneira contínua eventos convergentes para despertar na comunidade universitária e por extensão à toda a sociedade, uma reflexão acerca do grave problema motivado por diversos fatores sociais.

O debate intitulado Chega de Fiu Fiu realizado na tarde desta quinta-feira, 14, é mais uma iniciativa conjunta entre a Unit através do grupo de pesquisa gênero, família e violência e a OAB-Secção Sergipe para fomentar a discussão sobre assédio sexual e lei de importunação sexual

Aberto ao público, o evento contou com as presenças das debatedoras Elisângela Amaral de Queiróz, Letícia Rocha e Daniela Souza (mestrandas em Direitos Humanos da Unit), e da professora do mestrado e membro do grupo de pesquisa gênero, família e violência, Grasielle Vieira.

Após a sessão do documentário o assunto foi amplamente discutido pelas debatedoras e pelo público que interferiu manifestando opiniões a respeito do assédio.

“A ação estimula uma reflexão sobre as questões de gênero e de violência contra a mulher”, lembra a professora Grazielle. “Possui uma perspectiva simbólica porque é extensiva ao Dia Internacional da Mulher, apesar de a Unit manter uma agenda sobre o tema que perdura durante todo o ano”, acrescenta a docente lembrando que o documentário apresentado retrata um pouco da realidade no cotidiano das mulheres brasileiras quer seja nas ruas, em suas casas ou mesmo nos locais de trabalho.

Para a advogada Elisângela Amaral, a discussão sobre o tema tem importância ímpar. “Embora nós como mulheres tenhamos conquistado muitos espaços na sociedade, nas profissões e na vida pública, ainda não conquistamos nossos corpos à medida em que andar na rua é perigoso por você ser mulher. Então, uma discussão como essa é muito importante porque somente a Lei não tem força suficiente sem que haja um despertar da consciência não só em nós mulheres, mas, principalmente nos homens”, pondera a convidada.

Por sua vez a mestranda Letícia Rocha considera que as questões relativas ao machismo e a violência contra a mulher estão sendo cada vez mais discutidas. “É muito importante que nós enquanto acadêmicos estejamos atentos às necessidades da sociedade porque se é um debate cujo interesse extrapola os muros da academia, significa que é algo que também devemos trazer à discussão intramuros e, de alguma forma, dar o retorno necessário e que seja contributivo à essa mesma sociedade”, pondera Letícia.

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