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Entenda como funciona o processo para criação de novos produtos

Para a especialista e professora da Unit Ivânia Souto, a criação de novos produtos e serviços passa a ser considerada um grande negócio.

às 14h04
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Você já parou para pensar que a elevada competitividade no mercado impõe a inovação como premissa para a sobrevivência? A criação de novos produtos e serviços oferece meios para que seja gerada receita. Mas quais são os principais desafios para as organizações nesse processo? 

“A criação de novos produtos e serviços passa a ser considerada um grande negócio. Sendo assim, o motivo principal pelo qual as organizações investem em novos produtos é que eles oferecem a resposta para a maioria dos seus grandes problemas. Mas esta não é uma tarefa fácil”, comenta a especialista e professora dos cursos de Administração e Tecnológicos EaD da Universidade Tiradentes, Ivânia Souto.

Para a docente, a expressão “novo produto” pode ter significados diferentes para as pessoas. “No âmbito organizacional, os novos produtos podem ir desde uma invenção que cria um mercado totalmente novo, como por exemplo iPod e iPad, quando lançados, quanto a adaptações feitas em linhas de produtos já existentes, visando melhoria do seu desempenho no mercado”, explica. 

“Seja qual for a interpretação para a organização que pretende desenvolver um novo produto, ela precisa passar por etapas que possibilitem segurança em suas decisões, passando pela geração e avaliação do conceito do novo produto, desenvolvimento (protótipos e testagens), lançamento e pós-lançamento. Tudo isso é necessário para diminuir os riscos e incertezas quanto à sua aceitação no mercado”, acrescenta a especialista. 

Ivânia Souto chama atenção para os investimentos durante o processo. “O investimento pode ser elevado e a organização, ao criar o conceito do produto a ser desenvolvido, deve decidir se vai ou não investir seus recursos na continuidade do desenvolvimento de uma ideia. Tudo isso requer um processo muito bem estruturado. Pular etapas ou não se aprofundar nelas pode comprometer todo o processo decisório”, salienta. 

Para a especialista, existe uma série de fatores que podem incentivar as organizações a entrarem nesse processo de desenvolvimento de novos produtos. “É preciso, primeiramente, que a organização se questione sobre a sua estratégia, quais as oportunidades de mercado que ela está procurando explorar, em quais mercados ela deseja concorrer e quão inovadora ela deseja ser. Além desses questionamentos, a organização precisa ler e entender o mercado”, destaca. 

“Por isso a importância de uma gestão bem estruturada e com clareza quanto aos objetivos que deseja atingir, uma vez que desenvolvimento de novos produtos é um processo complexo e de natureza multidisciplinar, que exige alinhamento entre as diversas áreas da organização, desde a alta administração, passando pela equipe de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e o marketing, a produção, a área de compras, controle de qualidade e vendas, consumidores e fornecedores”, complementa. 

“Uma gestão bem estruturada no processo pode contribuir para maior capacidade de diversificação dos produtos, potencial para a transformação de novas tecnologias em novos produtos, melhores parcerias e menores custos dos produtos desenvolvidos e menor tempo para o desenvolvimento de novos produtos, trazendo vantagem competitiva para as organizações que investem nisso”, finaliza. 

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