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Especialista destaca formas de administrar medicação em crianças

A professora Dra. Juliana Dantas propõe alternativas para diminuir o desconforto na hora de administrar medicação em crianças.

às 14h51
Imagem: Freepik
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Na hora de administrar a medicação em uma criança, os pais devem ficar atentos. Isso porque algumas crianças estranham o sabor do medicamento e ou ainda podem possuir intolerância à forma farmacêutica sólida, no caso de comprimidos e cápsulas.

A farmacêutica e coordenadora da área da Saúde da Universidade Tiradentes, professora Dra. Juliana Dantas, destaca algumas alternativas para diminuir o desconforto na hora de administrar medicação em crianças.

“Caso tenha intolerância na forma farmacêutica sólida, o recomendado é utilizar a forma farmacêutica líquida. No entanto, algumas crianças também podem apresentar rejeição, seja pelo sabor ou pelo fato de entender que se trata de um remédio. Nestes casos, os pais podem fazer o uso de seringas apropriadas ou chupetas”, comenta.    

Outra dúvida bastante frequente entre os pais é também a questão da criança vomitar após a administração da medicação.

“Se o vômito ocorreu imediatamente após a administração do medicamento, os pais podem repetir o procedimento integralmente conforme orientação médica. No entanto, se o vômito ocorrer 30 minutos ou mais após a administração do medicamento, deve esperar a próxima dose e na dúvida, consultar sempre o pediatra ou o farmacêutico”, explica.

A farmacêutica enfatiza ainda algumas dicas, no momento da administração dos medicamentos, de acordo com cada faixa etária.

“No caso de bebês pequenos, pode-se pressionar delicadamente os cantos da boca, fazendo um biquinho, e administrar o remédio. Pode-se utilizar também chupetas próprias com o cuidado de verificar se a criança ingeriu toda a dose. A seringa, sem agulha, também pode ser uma alternativa para facilitar a administração. Importante salientar que nunca se deve administrar gotas diretamente do frasco na boca do bebê, porque mesmo sem querer, pode pressionar o frasco e dar uma dose excessiva de remédio”, frisa.  

“Para crianças de 0 a 3 anos, no caso de evitar que uma criança se engasgue não se deve administrar os medicamentos quando a criança está deitada de costas, com a cabeça inclinada para trás. É necessário garantir que a criança tenha a cabeça inclinada para a frente. Nunca se deve fornecer a uma criança um medicamento, pela boca, quando está dormindo ou inconsciente”, complementa.

Para crianças maiores, principalmente acima dos 3 anos, a especialista afirma que é importante explicar para que serve o remédio e a importância de tomá-lo. “A mãe pode molhar o dedo no remédio, de leve, para dizer para a criança que gosto tem. O que não pode é enganá-la. Se for dar na colher, fique atento para que a criança tome a dose inteira”, finaliza.

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