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Estudantes de Medicina se preparam para estágio internacional em Portugal

Primeira turma selecionada realizará parte do internato no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, vinculado à Universidade do Porto

às 18h21
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Com o objetivo de esclarecer dúvidas e preparar os estudantes para a experiência acadêmica internacional, a Gerência de Relações Internacionais da Universidade Tiradentes (Unit) realizou um encontro de acolhimento com alunos do curso de Medicina aprovados para realizar parte do internato na Universidade do Porto, em Portugal. A atividade reuniu os alunos selecionados, além de familiares, e incluiu orientações finais sobre a mobilidade, apresentação institucional e entrega de certificados de aprovação.

Ao todo, seis estudantes foram selecionados para participar do programa, sendo cinco do campus Farolândia e um do campus Estância. As mobilidades acadêmicas acontecem no primeiro semestre de 2026, entre janeiro e maio, em períodos distintos de rodízio no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, unidade vinculada à Universidade do Porto responsável pela formação médica.

De acordo com a assessora de Relações Internacionais da Unit, Júlia Gubert, uma das estudantes já iniciou as atividades em Portugal, que embarcou no dia 19 de janeiro. Os demais alunos têm embarques programados entre os meses de março e abril. A assessora também ressaltou que o envio do grupo marca um momento importante para a internacionalização da instituição, já que esta é a primeira turma de estudantes da Unit a realizar estágio médico em Portugal. 

“Eles são a nossa primeira turma a fazer estágio em Portugal e estão respaldados pelo novo acordo de cooperação que firmamos com a instituição no final de 2024. Em 2025, organizamos internamente o processo seletivo para que, em 2026, pudéssemos enviar os alunos. O encontro também foi pensado como um momento de integração entre universidade, estudantes e familiares, permitindo esclarecer dúvidas e reconhecer o esforço necessário para conquistar uma oportunidade de formação internacional”, ressalta.

Experiência acadêmica

Entre os estudantes selecionados está Tatiane Almeida, que realizará atividades na área de Medicina Hospitalar entre março e abril. Para ela, a oportunidade representa uma chance de ampliar a formação médica ao observar de perto o funcionamento de outro sistema de saúde. “Eu me inscrevi porque a oportunidade de conhecer o funcionamento do sistema de saúde em outro país é muito enriquecedora. Trata-se de uma cultura diferente e, embora aqui também tenhamos tecnologias avançadas, a abordagem pode ser distinta”, destacou.

Tatiane explica que o interesse pelo sistema europeu de saúde também foi despertado durante a graduação, especialmente por meio de programas de formação que discutem experiências internacionais. “Dentro da Unit, tive a oportunidade de conhecer programas de formação em parceria com o Cambridge Health Alliance, e lá se fala muito sobre os sistemas de saúde da Europa. Então acredito que será muito interessante conhecer de perto o lugar onde surgiram muitas das bases do chamado Estado de bem-estar social que influenciam os sistemas de saúde atuais”, afirmou.

Ela também destaca que a experiência permitirá observar, na prática, as diferenças entre o sistema brasileiro e o modelo europeu de acesso à saúde, contribuindo para uma formação médica mais ampla. “Minha expectativa é entender como funciona um sistema que também busca garantir acesso universal à população, mas que tem uma história e um desenvolvimento diferentes do Brasil. Quero observar essas diferenças na prática e aprender com essa experiência”, acrescentou.

Expectativas

A estudante Karen Mota, do 12º período de Medicina, também participará do programa e realizará o internato na área de Medicina da Mulher entre abril e maio. Segundo ela, a possibilidade de conhecer outra realidade de ensino e prática médica é um diferencial que amplia as perspectivas profissionais e acadêmicas. “Sempre foi um sonho fazer um intercâmbio fora do país e essa oportunidade surgiu agora. A universidade oferece também opções de estágios em lugares como São Paulo e Rio de Janeiro, mas ter a chance de ir para o exterior é algo muito enriquecedor”, relatou.

A estudante também explica que decidiu manter a mesma área de estágio que já realiza no Brasil, para aprofundar o aprendizado e observar como diferentes sistemas de saúde lidam com a assistência à saúde da mulher. “A ideia é conhecer uma realidade diferente e um novo modo de ver e praticar a medicina. Vou realizar atividades na área de saúde da mulher, que é justamente o estágio que estou fazendo agora aqui no Brasil, em ginecologia e obstetrícia”, disse.

Segundo Karen, essa escolha permitirá comparar diretamente as abordagens clínicas e os modelos de atendimento utilizados em cada país. “Escolhi seguir na mesma área para poder complementar a formação e ter duas perspectivas sobre a mesma especialidade. Assim, consigo comparar diretamente as duas formas de atuação na medicina da mulher”, destacou.

A expectativa em torno da experiência internacional também é compartilhada pela família. Para Edenice Santos Torres, mãe da estudante, a oportunidade representa a realização de um objetivo que a filha construiu ao longo da graduação. “Para nós, como mães, é muito importante ver os filhos realizando seus sonhos. Sempre foi uma vontade dela ter essa experiência, e acredito que isso vai contribuir muito para o crescimento profissional dela”, afirmou.

Ela também destaca que iniciativas como essa facilitam o acesso dos estudantes a experiências internacionais durante a formação, algo que pode se tornar mais difícil após a conclusão do curso. “Também acho muito importante a faculdade oferecer esse tipo de incentivo, porque facilita muito para os estudantes. Depois de formados, muitas vezes eles já precisam começar a trabalhar e fica mais difícil ter uma oportunidade como essa”, concluiu.

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