Uma atividade realizada na noite desta quinta-feira, 5, estabeleceu o primeiro contato dos calouros do curso de Bacharelado em Educação Física da Universidade Tiradentes (Unit) com as regras e princípios ético-profissionais da carreira. Os alunos do primeiro período participaram de uma roda de conversa com os gestores do Conselho Regional de Educação Física da 20ª Região (Cref-20), autarquia federal responsável por orientar, fiscalizar e regulamentar o exercício da profissão de Educação Física no estado de Sergipe. O encontro se deu no Bloco D do Campus Farolândia, como parte da disciplina Análise dos Campos de Atuação do Profissional de Educação Física.
A convite do professor Marcelo Mendonça Mota, responsável pela disciplina, participaram a presidente do Conselho, Simone Santos Gama; o vice-presidente Adriano Francisco de Souza e o presidente da Câmara de Ética da entidade, Josimar Camacho Rodrigues. Durante cerca de duas horas, eles apresentaram aos alunos a composição, as funções e os objetivos da entidade, bem como as regras e princípios éticos a serem observados por profissionais e estudantes. De acordo com Marcelo, o objetivo da disciplina é apresentar aos alunos iniciantes as possíveis áreas de atuação da Educação Física no âmbito do bacharelado, sem deixar de lado a importância dos princípios que a regem.
“Hoje em dia, é muito importante a gente discutir as questões éticas na atuação dos profissionais da saúde, no sentido de orientar esses alunos para a melhor conduta profissional no futuro, depois que eles se formarem. O objetivo dessa fala dos conselheiros é fazer com que eles apresentem o que acontece na disciplina, os possíveis campos de atuação profissional do bacharel e também a maneira mais correta e mais sensata dessa atuação no âmbito da saúde. Esse tipo de encontro é justamente para que o estudante tenha consciência sobre o futuro da profissão e consiga entender a importância de saber como se portar e conduzir a sua intervenção profissional de maneira satisfatória, em qualquer área de atuação ”, disse o professor.
O Cref-20 existe desde janeiro de 2017, quando o Cref-13 (sediado em Salvador/BA) emancipou a sua seccional criada em junho de 2006 para atuação exclusiva no estado de Sergipe. Atualmente, a autarquia tem 5.637 pessoas físicas registradas e 835 pessoas jurídicas registradas como profissionais de Educação Física. De acordo com Simone, ela e seus colegas procuraram mostrar aos alunos o porquê da criação dos conselhos regionais e o papel exercido por ele na valorização da profissão.
“Isso não é somente a escolha de uma profissão, mas também é assumir a responsabilidade e o compromisso de cuidar de vidas, através do movimento e da qualidade de vida da população. A gente fica bem lisonjeado com essa iniciativa do professor Marcelo Mota e principalmente com o apoio da Unit no ato de entrelaçar esses laços e fazer com que o acadêmico entenda os princípios que regem a sua profissão e principalmente os conceitos éticos que é uma temática tão necessária para todas as profissões. Eles vão entender que o Conselho é um aliado da profissão e principalmente da formação acadêmica deles, porque o Cref não é somente um órgão fiscalizador, mas está aliado às instituições de ensino para trazer essa qualificação para os profissionais”, ressaltou ela.
Entre os mais de 50 alunos que participaram da roda de conversa, a expectativa deles foi a de conhecer mais detalhes sobre o conselho de classe da categoria e como o trabalho dele é importante para garantir a prática responsável das atividades profissionais. “Esse contato com o conselho da categoria é excelente para nós que vamos iniciar agora a nossa carreira como professor de educação física. Nós lidamos diariamente com pessoas, e aí precisa ter uma ética, saber o segmento ali que se vai seguir para conduzir esse trabalho. escolhi essa área porque ela cuida do corpo e da saúde das pessoas. E essa é uma forma que eu terei para cuidar das pessoas”, diz o calouro João Henrique Pedro Menezes.
“Eu acho de extrema importância ter esse contato direto com o Cref logo no primeiro período, que é para a gente saber onde a gente está se metendo e saber que a gente tem um lugar onde podemos ser ouvidos. E se a gente fizer alguma coisa de errado, também podemos ser julgados. Isso mostra que a Educação Física é uma profissão que muitos banalizam e desvalorizam. E quando você vê que tem um conselho, que tem a galera que auxilia, que ajuda, você consegue ver de outra forma”, disse a aluna Ana Carolina de Jesus Santos, também do primeiro período.
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