O Dia do Folclore, comemorado em 22 de agosto, é uma data dedicada a resgatar tradições, lendas, músicas e costumes que fazem parte da identidade cultural brasileira. E nada melhor do que trazer esse universo para dentro do Programa de Atenção Integral à Melhor Idade (Paimi), da Universidade Tiradentes (Unit), que reúne semanalmente idosas dispostas a viver experiências de aprendizado, movimento e convivência.
Para marcar o encerramento da Semana do Folclore, o Paimi promoveu, uma programação especial com direito a casamento caipira, quadrilha junina, dançaterapia e até momentos de relaxamento conduzidos por professores e alunos da área de saúde. De acordo com a coordenadora do programa, Zulnara Mota, a proposta foi valorizar a diversidade do folclore e, ao mesmo tempo, estimular a socialização das participantes.
“Na segunda-feira passada trabalhamos as lendas folclóricas e também os trava-línguas, que sempre despertam interesse e diversão. Para o encerramento, deixamos o casamento caipira e a quadrilha junina, que fazem parte dessa riqueza cultural repleta de tradições, danças e músicas. A ideia era fechar com uma tarde alegre e descontraída, integrando o curso de Fisioterapia e o professor de dançaterapia, Sidney Rocha”, explicou.
Integração entre gerações
O momento também foi acompanhado por alunos do curso de Fisioterapia da Unit, que desenvolveram atividades práticas sob a orientação da professora Maria Jane Aquino. Ela destacou a importância da vivência conjunta. “Preparamos uma apresentação especial e, para encerrar, conduzimos um exercício de alongamento e relaxamento. Depois de tanta animação, é essencial oferecer ao corpo esse momento de desaceleração. Além de melhorar a respiração e ampliar a flexibilidade, promove uma sensação de leveza, fazendo com que todas sigam para casa mais bem-dispostas”, afirmou.
O professor de dançaterapia Sidney Rocha, que liderou a quadrilha junina e o casamento caipira, destacou o papel dessas manifestações para manter vivas tradições populares.
“O Folclore pede isso: eternizar esses momentos na memória das pessoas. Aqui conseguimos juntar um público jovem, da universidade, com pessoas idosas que têm vivência e experiência. Resgatar a quadrilha junina com elas é muito especial, porque mostra a força da nossa cultura e o quanto ela conecta gerações”, disse.
Maria José Silva, participante do Paimi, contou que sente alegria em estar sempre presente nas atividades. “Eu gosto muito de participar porque, além de aprender coisas novas, também faço amizades e me sinto acolhida. Esses momentos são muito importantes para mim, trazem leveza e alegria para o dia a dia. Neste ano ainda tive a honra de ser a noiva do casamento caipira, uma experiência divertida e inesquecível que vou guardar com carinho”, afirmou.
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