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Para especialista, espírito criativo e maker é capaz de mudar padrões

Edgar Andrade, um dos jurados do reality show Batalha Makers Brasil, do canal Discovery Channel, ministrou palestra apontando caminhos para novos espaços de aprendizagem

às 20h31
CEO do Fab Lab Recife e um dos principais ativistas do Movimento Maker no Brasil, Edgar Andrade
CEO do Fab Lab Recife e um dos principais ativistas do Movimento Maker no Brasil, Edgar Andrade
Presidente do Grupo Tiradentes, professor Luciano Klima
Vice-presidente Acadêmico do Grupo Tiradentes, professor Temisson José Santos
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Por Gabriel Damásio e Raquel Passos

Mais de 650 educadores das Instituições de Ensino Superior do Grupo Tiradentes estiveram presentes, de forma virtual, no primeiro dia da Jornada Pedagógica 2021.1. Dentre eles, professores, gestores e coordenadores da Universidade Tiradentes – Unit Sergipe. A abertura aconteceu nesta quarta-feira, 20, e segue até sexta com programação voltada a temas como disciplinas híbridas, gestão de aprendizagem e planejamento, além de cultura maker e inovação na Educação.

As discussões englobam formatos, diretrizes e estratégias que serão desenvolvidas nas atividades diárias de ensino, pesquisa e extensão das instituições do Grupo. A conferência de abertura do evento foi ministrada pelo CEO do Fab Lab Recife e um dos principais ativistas do Movimento Maker no Brasil, Edgar Andrade. 

O pernambucano, que se destacou como um dos jurados do reality show Batalha Makers Brasil, do canal Discovery Channel, falou aos participantes sobre o tema “Innovative Education: caminhos para repensar novos espaços de aprendizagem”. Para começar, Edgar definiu o termo estrangeiro “maker” como alguém “fazedor de coisas” e explicou que todas as pessoas o são, na medida em que podem montar ou criar coisas novas. 

“Nós somos makers desde quando aprendemos a manipular o fogo e a criar as ferramentas que nos trouxeram até aqui. Só que, num determinado momento da história, nos convenceram de que não precisávamos fazer as coisas, que era só comprar pronto. Perdemos aquela essência fazedora, de botar a mão na massa pra resolver os próprios problemas. Na minha cabeça, todo mundo é maker, mas muitas pessoas estão com esse espírito adormecido na mente e no coração”, definiu Andrade, acrescentando que sua missão é despertar esse espírito criativo nas pessoas e que essa mudança está sendo capaz de mudar os hábitos e padrões de consumos das sociedades. 

Essa mudança também se reflete no mercado de trabalho, que tende a substituir tarefas e funções de trabalho pela automação. “A volta desse espírito fazedor já vem sendo determinante para mudar a forma como as pessoas consomem coisas no futuro, que vai ser através do uso e não da posse. Isso vai mudar também a forma como os negócios surgirão. A transformação digital muda tudo. E daqui a 10 anos, o mundo será radicalmente diferente do que conhecemos hoje”, disse ele, ressaltando que novos modelos de negócios também vão surgir, baseados em enxergar oportunidades para a solução de problemas.

Edgar acrescentou que as universidades também estão sendo desafiadas a preparar profissionais para profissões nunca antes vistas, destacando o desafio de encarar as que estão deixando de existir. “A gente precisa começar, nas escolas, a preparar essa geração inovadora, empreendedora, para que ela chegue à universidade com outro olhar, com outra capacidade de observar o mundo e entender de que forma deve interagir com ele”, citando que aproximadamente 800 milhões de empregos serão eliminados no mundo ao longo dos próximos 20 anos. 

O palestrante reforçou ainda que a Fab Lab Recife vem promovendo experiências que ajudam a prototipar a escola e a cidade do futuro, entendendo também que os negócios não podem esperar e que precisam aprender a errar para inovar. É o que pode ser resumido na frase: “Errar rápido, errar muito e errar barato”.

“Todo mundo tem medo, mas o medo não pode ser paralisante ou determinante do futuro da gente. E muito menos o medo de errar. Na inovação, na pesquisa e na ciência, o erro faz parte do processo de amadurecimento e da descoberta das coisas”, explicou Edgar. 

Para o reitor da Unit e fundador do Grupo Tiradentes, professor Jouberto Uchôa de Mendonça, tratar deste assunto é sinal dos tempos. “Fico muito contente em saber que nosso corpo docente está unido para estudas e discutir sobre temas tão atuais e necessários como este”, contou o professor Uchôa.

Programação da Jornada Pedagógica

A programação da Jornada Pedagógica continua até sexta-feira, 22, com oficinas institucionais, planejamento dos cursos e oficinas específicas. Todos os detalhes deste tradicional evento, exclusivo ao corpo docente do Grupo Tiradentes, pode ser acessada aqui.

 

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