O reconhecimento do esforço pelos resultados alcançados na revisão de processos foi a principal marca do evento de encerramento do Play nos Processos, realizada em sua segunda edição pela Gerência de Proteção de Dados e Processos do Grupo Tiradentes (GPDP). O jogo corporativo tem o objetivo de promover e incentivar a revisão e atualização de processos e normativos em todos os setores das unidades e instituições que compõem o Grupo, incluindo a Universidade Tiradentes (Unit). Iniciado em junho, o Play foi encerrado oficialmente na última sexta-feira, 5, com o encontro das equipes participantes na Arena do Tiradentes Innovation Center, no Campus Farolândia.
A edição 2025 do Play nos Processos durou seis meses e contou com a participação de 12 áreas backoffice em cinco unidades de negócios do Grupo, resultando na análise e definição de ações em 375 documentos. Este processo resultou na revisão e/ou revalidação de 84 processos e normativos, além da criação de 28 novos documentos em substituição a processos que surgiram ou tornaram-se defasados. O resultado final foi um aumento no índice de processos padronizados no backoffice, que saiu de 78,7% em 2024 para 90,6% em 2025.
A gerente de Proteção de Dados e Processos, Suzan Kelly Oliveira, avaliou que o resultado do Play nos Processos foi “positivo e considerável” em termos de revisão de processos, do reforço da padronização dentro da empresa e do fortalecimento da comunicação e dos treinamentos relacionados aos processos. “Essa integração que o jogo gera é muito positiva, porque a gente evita o retrabalho e as falhas no atendimento. Em tudo o que a gente está fazendo, a finalidade é a prestação de serviço ao aluno, com maior eficiência e qualidade dos nossos serviços. Acho que o objetivo do game foi alcançado, e agora vamos trabalhar no acompanhamento desses processos, para monitorar a eficiência deles através do indicador de evolução e eficácia”, disse ela.
O encerramento contou ainda com uma palestra do consultor estratégico Joaquim Teles Filho, egresso do curso de Engenharia de Produção da Unit, que tem 15 anos de experiência no mercado corporativo, com mais de 130 projetos realizados e outros 3 mil profissionais capacitados em empresas do Brasil e da América Latina. Em sua fala, ele demonstrou como os processos impactam diretamente a performance e como os desperdícios ainda drenam energia, tempo e resultado quando não são enfrentados com clareza, estrutura e movimento.
“Todo líder e todo colaborador precisa saber onde ele quer chegar e quais os resultados que ele vai obter com aquilo que ele faz, para quem entrega e o que entrega. Quanto à estrutura, eu preciso disso desenhado, do caminho bem construído, ágil e adaptado às realidades do meu negócio, às realidades do mercado, para que essa estrutura me gere o movimento de tornar esse processo vivo, essa estrutura viva, para que os resultados aconteçam”, disse Joaquim, elogiando a proposta do Play nos Processos. “Eu acredito que se a maioria das empresas ou todas elas estivessem uma iniciativa como essa, acho que o nível de eficiência seria muito melhor. Esse tipo de projeto faz com que os colaboradores e os gestores não sejam somente executores, mas sejam protagonistas da mudança e da transformação”, afirmou ele.
Resultados
O evento foi encerrado com a divulgação dos resultados do Play nos Processos e a premiação das unidades e setores que melhor pontuaram nas atividades do jogo, conforme a quantidade de processos e normativos atualizados e revistos, bem como as atividades de capacitação, treinamento e comunicação. Ao todo, seis equipes foram premiadas em duas categorias.
Entre as Unidades do Grupo Tiradentes, o primeiro lugar ficou com o Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), seguido pelo Tiradentes Innovation Center (TIC) e pelo Complexo de Especialidades em Saúde Professora Amélia Uchôa. “O ITP entende a importância do seu papel como estratégia do negócio da universidade, e a gente quis representar isso dentro das áreas administrativas, mostrando a relevância que o ITP tem, não só para o grupo como todo, mas mostrando também o papel que essas áreas de operação, essas áreas administrativas ela tem para o negócio. Um trabalho como esse torna o processo mais eficiente, porque a gente torna as atividades mais ágeis, torna as áreas mais próximas, mais engajadas e faz com que a gente consiga ter resultados mais efetivos no trabalho”, definiu o diretor administrativo e financeiro do ITP, Francisco Almeida.
Já entre os setores da área corporativa, o setor que mais pontuou foi a Diretoria de Recursos Humanos (DRH), seguida pelas gerências de Comercial e de Marketing. A diretora de RH da Unit, Alessandra de Faria, atribuiu a vitória no Play ao engajamento da equipe. “Todo mundo comprou a ideia, quis verificar o processo com a mudança dos sistemas de organização, porque teve muito impacto. Aí, cada um comprou a ideia e fez o seu papel, executando a atividade que precisava executar. A partir do momento que a gente define os processos, começa a ter uma produtividade melhor no dia-a-dia, evita erros e isso também impacta diretamente o funcionário e o engajamento dele”, destacou ela.
Foi entregue ainda uma menção honrosa â Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), pelo papel desempenhado na viabilização das atualizações de processos e no projeto Sistemiza, iniciativa estratégica do Grupo Tiradentes que busca a substituição do Sistema Integrado de Gestão Empresarial (ERP – Enterprise Resource Planning), abrangendo desde o cadastro inicial até os desdobramentos administrativos operacionais. O ponto alto deste processo é o desenvolvimento da nova versão do Magister, sistema que reúne e gerencia os serviços acadêmicos e financeiros da Unit, do Centro Universitário Tiradentes de Pernambuco (Unit PE) e da Faculdade Tiradentes de Goiana (Fits), e que entra no ar em janeiro de 2026.
* Matéria alterada em 11/12/2025, às 12h15, para correção de informação
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