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Por que comemorar o Bicentenário da Independência do Brasil?

Professor Rony Silva indica projetos que discutem sobre os diferentes processos de independência dos povos e territórios brasileiros

às 13h57
Professor Rony Silva
Professor Rony Silva
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Para entender a importância do Bicentenário de 200 anos da Independência do Brasil, foram criados projetos como o Portal do Bicentenário, iniciado por um grupo de pesquisadores de diferentes áreas e instituições, com o objetivo de registrar  os diferentes processos de independência dos povos e territórios brasileiros. De acordo com o professor e historiador da Universidade Tiradentes (Unit), Rony Silva, esse projeto é importante para entender o porquê de celebrar esse marco histórico.

“O Portal é construído por meio do diálogo entre professoras e professores da Educação Básica e do Ensino Superior do campo e da cidade, indígena e quilombola, bem como junto com os Movimentos Sociais, Sindicais e Organizações Estudantis. A proposta é mobilizar, além dos profissionais da educação, as alunas e os alunos de todo sistema de ensino para produzir e divulgar projetos e ações que contemplem as comemorações e discussões dos 200 anos de ‘independências’ do Brasil”, explica o professor Rony Silva.

Outro projeto criado para as celebrações do Bicentenário foi a Agenda Bonifácio, que é uma plataforma criada para disponibilizar aos brasileiros informações sobre os episódios marcantes no processo que levou à Independência do Brasil. “É importante que um marco tão importante para a história do país seja divulgado. Conhecer os elementos que marcaram a história da Independência do Brasil é de extrema importância para entender o passo a passo do país”, diz o historiador.

Ao acessar a Agenda Bonifácio, o público toma conhecimento da série de decretos que resultou na proclamação da Independência por Dom Pedro I, em 7 de setembro de 1822. Também o primeiro decreto assinado por Maria Leopoldina, em 13 de agosto de 1822, quando ela foi nomeada chefe de Estado e Princesa Regente interina.

Ainda para divulgar narrativas sobre o marco histórico, até o último dia 04, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, a exposição “Um coração ardoroso: vida e legado de D. Pedro I”, permitiu o público observar o coração do regente que está sendo conservado em uma cápsula de vidro.

Bicentenário da Independência

De acordo com o professor Rony Silva, no Nordeste e assim como nas demais regiões, os modos de festejar datas cívicas sempre são muito parecidos: fogos de artifícios, banda de música, desfile cívico, decoração de fachadas etc. Os nordestinos celebram a data com bastante entusiasmo. 

“Os desfiles se constituem em eventos coletivos que exigem organização conforme as regras peculiares a cada uma das datas cívicas comemoradas. Deles participaram regularmente os alunos das escolas públicas e privadas, distribuídos dentro de uma determinada estrutura de produção e de consumo das festas, na qual eles ocupavam papéis específicos. Rosa Fátima de Souza, quando se referiu às comemorações cívicas e sua relação com as festas escolares, destacou que o regime republicano tornou as datas cívicas uma atividade escolar que deveria instrumentalizar a perpetuação de certa memória nacional”, destaca Rony.

As comemorações pela independência do Brasil seguem até o dia 25 de setembro com desfiles cívicos nos bairros de Aracaju e também nos municípios sergipanos.

 

Com informações do Portal G1

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