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Pós-graduação em Neuropsicopedagogia promove intervenção cognitiva com idosos

Ação prática desenvolvida por alunos une técnica, sensibilidade e compromisso social através da estimulação da memória, linguagem e emoções

às 20h42
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O envelhecimento da população é uma realidade crescente no Brasil e no mundo. Com ele, surgem também os desafios relacionados à preservação da saúde cognitiva e emocional da terceira idade. Estimular a mente, a memória, a linguagem e as funções executivas dos idosos não é apenas uma recomendação médica, mas uma urgência social. É nesse cenário que o papel do neuropsicopedagogo se revela fundamental: com olhar sensível e conhecimento técnico, esse profissional atua na promoção do bem-estar cognitivo por meio de estratégias afetivas, integradas e individualizadas.

Pensando nessa realidade, a Pós-graduação em Neuropsicopedagogia da Universidade Tiradentes (Unit) realizou uma atividade prática com os residentes da Casa Gabi, instituição voltada ao suporte biopsicossocial da terceira idade. A ação nasceu das reflexões desenvolvidas no componente curricular Modalidades de Atenção e Consciência: Memória, ministrado pelo professor Márcio Fidelis.

“A proposta de intervenção foi construída coletivamente pelos alunos, com orientação docente, com o intuito de aplicar os conhecimentos sobre estimulação cognitiva em um contexto real. A Casa Gabi é uma instituição de socialização, estímulo e integração da terceira idade, que oferece suporte biopsicossocial a seus idosos, muitos dos quais apresentam demandas relacionadas ao envelhecimento cognitivo”, explica o professor.

Dinâmicas com propósito

Durante a atividade, os alunos propuseram dinâmicas cuidadosamente planejadas, com foco no estímulo à neuroplasticidade e no fortalecimento de habilidades como memória episódica, atenção e linguagem. Entre as práticas, destacaram-se jogos de associação de imagens, exercícios de memória sequencial, cantigas populares, musicalização, estimulação tátil e desafios leves que ativassem funções executivas, como planejamento e tomada de decisão. “Essas atividades foram pautadas em princípios neuropsicopedagógicos e priorizaram não apenas o desafio cognitivo, mas também o prazer, o afeto e a conexão com a própria história de vida dos idosos”, pontua Márcio.

Mais do que uma atividade prática, a ação foi uma oportunidade de formação integral para os alunos da pós-graduação. A vivência possibilitou o desenvolvimento de competências essenciais à atuação do neuropsicopedagogo, como escuta qualificada, planejamento de intervenções eficazes e sensibilidade às necessidades dos sujeitos. “A prática contribuiu para o desenvolvimento de competências essenciais: escuta qualificada, sensibilidade para adaptar estratégias às necessidades do sujeito, leitura de contextos sociais e emocionais e planejamento de intervenções integradas”, destaca o docente.

De acordo com a coordenadora do curso, a professora Dra. Patricia Silva, tais ações, para além das salas de aulas, se revelam importantes para materializar o conhecimento teórico bem como promover o desenvolvimento de habilidades indispensáveis para a atuação no mercado de trabalho. “Práticas como essas, levam nossos estudantes a aplicarem conceitos e vivenciarem situações reais, aperfeiçoando assim suas competências e ampliando a confiança na sua capacidade de conduzir os desafios profissionais. Parabéns ao professor Márcio Fidelis e aos nossos estudantes pela ação na Casa Gabi”, elenca a coordenadora.

Preparação cuidadosa

Antes de irem à Casa Gabi, os estudantes se prepararam para lidar com o público idoso a partir de três pilares: conhecimento técnico, humanização e ética. Durante as aulas, estudaram os processos cognitivos relacionados ao envelhecimento, os impactos da neurodegeneração e as possibilidades de intervenção. Também refletiram sobre comunicação afetiva, escuta empática e construção de vínculos. “Essa preparação foi essencial para que a intervenção fosse mais do que uma atividade técnica: foi um verdadeiro exercício de presença e cuidado com o outro”, afirma Márcio.

Impactos visíveis

Segundo o professor, os efeitos da atividade puderam ser percebidos de forma imediata. Os idosos demonstraram entusiasmo, participaram ativamente das dinâmicas e resgataram memórias afetivas. Para os alunos, a ação foi transformadora, ao mostrar o valor da escuta e do afeto como ferramentas de cuidado. “A atividade evidenciou que a estimulação cognitiva, quando realizada com empatia e afeto, pode promover não apenas o fortalecimento de funções mentais, mas também o bem-estar emocional, elemento essencial para o funcionamento global do indivíduo”, relata.

Levar ações como essa à Casa Gabi reforça o compromisso da Universidade Tiradentes com a inclusão, o cuidado e a transformação social. Para o professor, a prática reafirma que o cuidado com os idosos envolve muito mais que aspectos clínicos, envolve respeito, escuta e amor. “A intervenção neuropsicopedagógica valoriza o afeto, o vínculo interpessoal e o resgate da autoestima. Levar esse tipo de prática à Casa Gabi é também uma forma de romper barreiras sociais e construir pontes entre universidade e comunidade”, reflete.

A experiência foi tão positiva que há interesse mútuo na continuidade da parceria, com a realização de novas ações como rodas de conversa, oficinas temáticas e outros projetos de estimulação cognitiva contínua.

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