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Professor da Unit fala sobre o reisado e destaca relevância para a cultura

Para o historiador Rony Silva, um país que não preserva a cultura é, sem dúvidas, um país desmemoriado, sem referência de passado, presente e futuro.

às 11h30
Foto/cbhsãofrancisco.com
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O reisado é considerado o folguedo mais representativo do ciclo natalino e tem o Nordeste como seu território de referência. A tradição de enaltecer o nascimento de Jesus com cantos, danças e visitas às casas dos moradores, tem origem em Portugal e foi transmitido para o Brasil pelas trilhas da colonização. 

“Lá se chamava janeiras e reiseiras ou reisadas e as visitas começavam no Natal e só terminavam nas festas dos Santos Reis, no mês de janeiro. De reiseiras passou entre nós a ser chamado de Reisado”, comenta o professor do curso de História da Universidade Tiradentes, o historiador Rony Rei do Nascimento Silva.

“Na chamada cultura popular é difícil definir com exatidão o conceito de reisado, mas a louvação à Natividade recebe nomes variados pelo Brasil, como Folia de Reis, Boi de Reis e Terno de Reis. Mesmo quando se profanizou, o Reisado manteve as características mais importantes da contribuição portuguesa como o cantar Benditos; as loas ao Menino, sua mãe Maria e a São José; a organização em cordões, o azul e o encarnado; entre outras”, acrescenta.

O docente da Unit destaca a relevância do reisado para a cultura. “Um país que não preserva a sua cultura é, sem dúvidas, um país desmemoriado, sem referência de passado, presente e futuro. Nós, brasileiros, ainda necessitamos da construção coletiva de uma mentalidade preservacionista da cultura. O reisado, portanto, faz parte da nossa identidade brasileira”, enfatiza.

Entre os grupos do folguedo em Sergipe destacam-se o Bom Jesus dos Navegantes, Flor do Lírio, Benjamim, reisado de Nadir, em Laranjeiras. Além disso, em Estância tem o Sete Estrelinha e Mulatinhas Dengosas, em Japaratuba o de Dona Bizu e em Japoatã, o Reisado Prima com Prima e o de Dona Vavá.    

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