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Projeto de extensão conecta alfabetização e combate à insegurança alimentar 

Desenvolvido por estudantes de Pedagogia, o projeto propõe oficinas lúdicas para alfabetização e conscientização nutricional em escola pública

às 20h31
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Promover a alfabetização de crianças em situação de vulnerabilidade enquanto se discute, de forma lúdica, o impacto da alimentação no processo de aprendizagem é o objetivo do projeto “Aprendizagem Inclusiva: Insegurança Alimentar”, desenvolvido por estudantes do curso de Pedagogia da Universidade Tiradentes (Unit). A iniciativa foi aplicada em uma escola pública do bairro Soledade, em Aracaju, e combina atividades pedagógicas com oficinas de conscientização nutricional, abordando dois desafios que caminham juntos: a dificuldade na leitura e a falta de acesso a hábitos alimentares saudáveis.

O projeto foi desenvolvido pelas alunas Eliene Andrade Santos, Elene Karen Silva Lisboa, Elisangela Gonçalves Santos, Gilmara Santana dos Anjos, Jersiane Santos Vasconcelos, Maria Rosa dos Santos Pereira e Valdevania Pereira dos Santos. Com a orientação da professora Amanda Neuman, o grupo estruturou oficinas temáticas com uso de metodologias ativas, promovendo atividades lúdicas como contação de histórias, brincadeiras com sílabas e identificação de alimentos saudáveis e não saudáveis. As ações foram pensadas para atender crianças com diferentes níveis de aprendizagem, garantindo acessibilidade e participação.

De acordo com a estudante Eliene Andrade Santos, uma das participantes da proposta, o projeto surgiu a partir da percepção de que questões como a insegurança alimentar afetam não apenas a saúde, mas também a capacidade cognitiva e o desempenho acadêmico dos estudantes. “Escolhi o tema ‘Aprendizagem Inclusiva: Insegurança Alimentar’ porque acredito que a insegurança alimentar é um problema que afeta muitas pessoas, especialmente crianças. Além disso, eu queria desenvolver um projeto que pudesse fazer uma diferença positiva e contribuir para o aprendizado”, explica Eliene.

Metodologia e engajamento estudantil

O projeto foi aplicado aos alunos do 2º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Deputado Jaime de Araújo, localizada no bairro Soledade, zona norte de Aracaju. Os principais objetivos são claros: promover a aprendizagem inclusiva, melhorar a alfabetização e conscientizar os alunos sobre hábitos alimentares saudáveis, com a meta de reduzir a insegurança alimentar e criar um ambiente escolar mais propício ao aprendizado.

A metodologia empregada é pautada na aplicação de oficinas práticas e interativas. “As atividades foram desenvolvidas de forma lúdica e interativa, para garantir a participação ativa e o engajamento das crianças”, detalha Eliene. Entre as dinâmicas, destacam-se contação de histórias, brincadeiras com sílabas, aprendizado sobre a higienização correta dos alimentos e a identificação das diferenças entre alimentos saudáveis e não saudáveis.

As metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em problemas e a aprendizagem por pares, são pilares centrais do projeto. “Essas abordagens são eficazes para o desenvolvimento de habilidades de trabalho em equipe, colaboração, comunicação e aprendizagem mútua. O retorno dos alunos tem sido muito positivo, com grande interesse e engajamento nas atividades. Para garantir um processo de ensino-aprendizagem equitativo e acessível, especialmente para alunos com dificuldades cognitivas, o projeto utiliza linguagem simples e clara, uso de recursos visuais e práticos como imagens e objetos para atender às necessidades individuais dos alunos”, explica Eliene.

Impacto 

A relevância de abordar a insegurança alimentar no ambiente escolar é inegável para as idealizadoras do projeto. “Acredito que a insegurança alimentar é um tema de extrema importância no ambiente escolar, pois afeta diretamente a saúde e o desempenho acadêmico das crianças”, pontua Eliene. Ela enfatiza que compreender a relação entre a insegurança alimentar e as dificuldades de aprendizagem é crucial para a criação de estratégias pedagógicas mais eficazes e inclusivas.

As oficinas de conscientização têm sido bem recebidas não apenas pelas crianças, mas também por professores e familiares, fomentando uma cultura de saúde e bem-estar na escola e na comunidade. “O impacto esperado é amplo e duradouro: melhoria no desempenho acadêmico, na saúde e bem-estar, desenvolvimento de habilidades e a criação de um ambiente escolar mais saudável e propício para a aprendizagem. A boa notícia é que o projeto não deve se encerrar por aqui. Esperamos dar continuidade para garantir que os benefícios do projeto sejam duradouros na comunidade”, enfatiza.

A experiência de desenvolver o projeto tem sido fundamental para a formação das futuras pedagogas. Eliene destaca que a iniciativa permitiu o desenvolvimento de habilidades, conhecimentos e competências importantes para uma carreira bem-sucedida na educação. Além disso, o apoio institucional da Unit foi crucial para o sucesso da empreitada. “A participação da professora Amanda Neuman foi essencial durante a elaboração do projeto de extensão, oferecendo orientação e suporte acadêmico. Esse apoio foi decisivo para seu crescimento acadêmico, possibilitando o aprimoramento de habilidades pedagógicas e a aplicação do conhecimento em um contexto real”, finaliza.

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