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Semana de Psicoeducação chama atenção para a saúde mental

Os estudantes dos 9º e 10º períodos farão o acolhimento no minishopping do campus Farolândia abordando a saúde mental.

às 13h06
Estudantes participam de Semana de Psicoeducação.
Estudantes participam de Semana de Psicoeducação.
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O curso de Psicologia da Universidade Tiradentes (Unit) realiza a partir desta segunda, 19, até sexta-feira, 23, a Semana de Psicoeducação da Clínica de Psicologia, no minishopping do campus Farolândia. Os estudantes dos 9º e 10º períodos farão o acolhimento dos visitantes do espaço, tirando dúvidas sobre cuidados com a saúde mental e estratégias de enfrentamento contra ansiedade, depressão, traumas e outras questões.

“A proposta é sensibilizar a comunidade acadêmica (estudantes, professores e colaboradores) a importância do cuidado com a saúde mental. Setembro é o mês da campanha Setembro Amarelo, prevenção ao suicídio, e consideramos bastante significativo sair dos muros da clínica”, explica a coordenadora da clínica de psicologia, Jamile Figueiredo.

Segundo a professora, muitas pessoas não compreendem o que um psicólogo faz e a importância desse profissional. “Muita gente ainda não sabe como é o trabalho de psicólogos e é resistente em procurar ajuda. O cuidado em saúde mental é uma dimensão da nossa vida que não pode ficar esquecida, que não pode ser deixada para segundo plano, porque sem saúde mental não há saúde, não tem como falar em saúde se a gente não vai bem em relação a nossa saúde mental”, enfatiza.

Para a estudante Thalita Passos, a ação é uma forma de desmistificar a Psicologia e aproximá-la da sociedade. “A psicologia ainda não está totalmente inserida na sociedade. Ainda existe muito tabu. As pessoas ainda sentem vergonha de estar com psicólogos. Por isso, a gente precisa enfatizar para o pessoal que a psicologia não é só clínica, ela é social, então ela deve estar inserida em todos os setores e no dia a dia”, diz.

Durante a mobilização, os estudantes abordaram técnicas de relaxamento, do contato físico para a saúde mental, a importância da psicoterapia e os diferentes distúrbios mentais como TDAH, ansiedade, depressão e prevenção ao suicídio.

Prevenção ao suicídio 

De acordo com a coordenadora da clínica, o suicídio é comum. Cerca de 12 mil suicídios são registrados anualmente no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. “Aquela questão de dizer que quem vai se matar não avisa é um mito. As pessoas pedem ajuda de diversas formas. Às vezes, o pedido não vem verbalizado ou de uma forma tão organizada no discurso, mas vem numa mudança de comportamento, a pessoa tende a se isolar mais ou às vezes uma pessoa pode até parecer super feliz, mas ninguém imagina que pode estar acontecendo alguma coisa”, alerta.

“Algum sinalzinho, alguma fala ela vai trazer de que alguma coisa não está bem e perceber isso depende muito desse olhar do outro, de ter essa sensibilidade para olhar para o humano. Não achar que só vai acontecer distante da gente, mas que pode acontecer com quem está ao nosso lado, com quem mora na nossa casa e a gente precisa estar atento aos sinais. Algumas vezes, o conteúdo que a pessoa vai postar nas redes sociais, está postando ali como pedido de ajuda também, algo que possa refletir um pouco do que ela está sentindo e às vezes só falta um pouco de acolhimento de sensibilidade e de menos julgar”, salienta Jamile.

Como ajudar

Ajudar alguém que está passando por problemas mentais e/ou emocionais é difícil. “É sempre um desafio acolher e ajudar sem parecer invasivo ou sem ser invasivo, sem ser julgador ou às vezes até correndo risco de falar sobre isso e a pessoa se fechar. Mas de forma geral, funciona muito bem, mostrar que ela pode contar com você, que você vai ser guardião das informações que ela lhe passar, que você pode indicar um serviço profissional, pode ajudar a marcar uma consulta, pode ir junto com a pessoa, mostrar que está perto”, orienta a coordenadora.

“Às vezes uma simples pergunta: ‘como é que você está?’ ajuda. Não é uma pergunta comum, como a gente faz muitas vezes e já espera uma resposta no automático: ‘tô bem’. É simplesmente parar de verdade para saber como é que o outro está, isso faz toda a diferença. Às vezes, não é preciso fazer muito, mas mostrar que está junto, que está perto, que a pessoa pode verdadeiramente contar com você. Isso já ajuda demais, é um diferencial entre vida e morte para muita pessoa”, conclui.

 

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