Na tarde desta sexta-feira, 21, no Campus Aracaju Farolândia, professores e alunos participaram da segunda edição da Caminhada Rosa, programação relativa ao Outubro Rosa, mês que incentiva a luta contra o câncer. Com saída do bloco E e tendo como destino a Reitoria da Universidade, este ano, para a surpresa dos organizadores, houve uma participação expressiva de pessoas no evento.
A professora e coordenadora do curso de Enfermagem, Maria Pureza Ramos de Santa Rosa, comemora a mobilização para a conscientização ao combate do câncer de mama. “Estamos todos muito mobilizados, professores, alunos e toda a comunidade acadêmica. Hoje é um dia em que a Universidade Tiradentes manda uma mensagem a sociedade sergipana, de que todos nós estamos engajados nessa luta pela prevenção do câncer de mama”, explica.
É importante estar ciente que o câncer de mama também atinge os homens. Apesar de o número de registros entre os homens ainda ser pequeno, dados do Instituto Nacional de Câncer – INCA – indicam que a proporção entre os gêneros é de 1 caso masculino para cada 100 casos femininos. O problema se manifesta neles, principalmente, entre os 50 e os 60 anos.
O evento traz também o encorajamento para que as mulheres façam o autoexame. A professora Maria Pureza declara que algumas pesquisas indicam um grande número do câncer de mama detectado pela mulher ao se tocar. “A gente deseja quebrar esses tabus e esses mitos. Fazer com que a mulher busque o autoconhecimento e ter autonomia no cuidado do próprio corpo”, expõe.
Casos na família
Juliane Andrade Cardoso, aluna do sétimo período do curso de Enfermagem, que passou por um caso de câncer de mama na família, incentiva a prevenção regularmente, para que a descoberta seja a tempo de cura. “Com essa campanha vamos conseguir com que as pessoas busquem o atendimento antecipado, para que desvendem o câncer e assim tratam-no. Foi o que aconteceu com a minha irmã, ela descobriu precocemente e o tratamento dela foi um sucesso”. A irmã de Juliane detectou a doença com quarenta anos de idade e hoje, dez anos depois, está curada. “Como eu sou irmã, eu tenho 50% de chance de ter, então eu já comecei a fazer minha mamografia. Dez anos antes da idade que a minha irmã teve”, explica.
A mãe do aluno Alberto Matos dos Santos, do décimo período de enfermagem, foi diagnosticada com a doença e passava por cirurgia no dia 21, enquanto seu filho participava da Caminhada. “No começo, ela sentia como se fosse uma íngua na mama direita, foi fazer a mamografia e foi detectado com bi-rads 5, que na classificação dos tumores é o nível máximo, tendo que fazer a biópsia. Após uma série de exames, foi confirmado o câncer invasivo de grau dois na mama”. A mãe de Alberto tem 61 anos de idade e a descoberta da doença foi recente, e em menos de um mês a cirurgia foi marcada.
