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Fisioterapia: entenda como atuam os profissionais da área frente aos diferentes cenários da pandemia do novo coronavírus

O fisioterapeuta tem papel relevante tanto na prevenção quanto no cuidado ao paciente com o Covid-19

às 12h34
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Um dos principais sintomas de alerta para as pessoas acometidas pelo novo coronavírus, a Covid-19, atrelado à procura pelo atendimento médico hospitalar é a falta de ar. Isso porque o vírus ataca o organismo pelas vias aéreas e, em consequências mais graves, chega aos pulmões. Em estágios mais avançados, o paciente progride para uma Síndrome Respiratória Aguda Grave.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS -, uma em cada seis pessoas com diagnóstico positivo para a Covid-19 fica gravemente doente e desenvolve dificuldade de respirar. A principal preocupação dos órgãos de saúde para o aumento do número de casos é a saturação do serviço hospitalar e a falta de equipamentos para o tratamento desses pacientes.   

A melhor arma de combate ao novo coronavírus ainda é a prevenção. “Em relação à atenção primária, o fisioterapeuta deve orientar à população sobre as regras de etiquetas de tosse lavagens das mãos com água e sabão e o uso do álcool em gel a 70%. O profissional deve orientar à sociedade para a prática regular de atividade física e hábitos saudáveis de sono”, declara a professora do curso de Fisioterapia da Universidade Tiradentes, Catarina Andrade.  

Mas, o que fazer quando o serviço médico é necessário? O fisioterapeuta tem um papel relevante para a recuperação do paciente junto à equipe multidisciplinar. Além das técnicas da chamada fisioterapia respiratória que tem como objetivo à recuperação das disfunções, o profissional atua na Unidade de Terapia Intensiva dos hospitais.

“Primeiramente, utilizamos a oxigenoterapia como um dos métodos, que é indicado para os pacientes que necessitem de oxigênio suplementar até 6 litros por minutos, ou seja, que apresentem insuficiência respiratória leve. Ela pode ser administrada através de máscaras de nebulização simples e com reservatório. Neste momento, não é indicado o uso de ventilação não invasiva porque solta partículas de aerossóis e pode contaminar a equipe interdisciplinar”, explica a docente e coordenadora do curso de Fisioterapia da Unit, Luciana Zago.

Caso o paciente evolua para insuficiência respiratória grave, ele deve ser intubado e colocado imediatamente no ventilador mecânico para ajustes ventilatórios. “O fisioterapeuta atua junto à equipe na intubação e também na manutenção desse paciente na ventilação mecânica invasiva. Adotamos estratégias para proteção alveolar, sempre acompanhando o índice de oxigenação desse paciente”, enfatiza o fisioterapeuta e professor da Unit da disciplina de Fisioterapia Intensiva, Amaro Araújo. 

“Um outro preceito básico de atuação na UTI é o movimento precoce que deve ser estimulado, seja ele de forma passiva, ativa assistida ou ativa livre de acordo com a evolução desse paciente”, finaliza Amaro. 

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