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Osteoporose: entenda mais sobre a doença silenciosa e como preveni-la


às 14h29
Denison Silva- Médico Reumatologista e Professor da Unit
Denison Silva- Médico Reumatologista e Professor da Unit
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A osteoporose, doença caracterizada pela perda progressiva de massa óssea, é uma das principais preocupações de saúde global. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atinge cerca de 200 milhões de pessoas no mundo, sendo responsável por milhões de fraturas anualmente. De acordo com a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima de 50 anos sofrerá uma fratura osteoporótica em algum momento da vida.

O médico reumatologista e professor da Universidade Tiradentes (Unit), Denison Silva, destaca que a osteoporose primária ou idiopática afeta majoritariamente mulheres na pós-menopausa devido à perda de proteção hormonal óssea. “Os hormônios sexuais protegem a saúde óssea. A testosterona fortalece a musculatura, aumentando a carga sobre os ossos, o que retarda a deterioração óssea nos homens. Já o estrogênio promove a calcificação óssea, melhorando a absorção de nutrientes e a sobrevivência dos osteoblastos. Na menopausa, as mulheres perdem essa proteção, tornando-se mais suscetíveis à fragilidade óssea, osteoporose e fraturas”, explica.

A doença silenciosa

Um dos desafios no combate à osteoporose é o fato de ela ser frequentemente assintomática. “O que chama a atenção para o diagnóstico é em geral quando já ocorreu a fratura. Muitas pessoas são portadoras de osteoporose e ainda não fraturaram e não sentem nada. Não se deve esperar dor óssea para avaliação do risco de osteoporose e fraturas. O segredo é a prevenção, através dos exames periódicos de saúde óssea como a densitometria óssea”, observa o médico.

Denison explica que com a osteoporose estabelecida, o osso fica “poroso”, ou seja, reduz a produção de matriz óssea e assim, reduz também os índices de calcificação dos ossos. Ossos pouco calcificados irão quebrar mesmo sem trauma ou traumas de baixo impacto, as chamadas fraturas por fragilidade óssea. “Uma fratura de quadril é tão grave quanto câncer ou insuficiência cardíaca nos primeiros 6 meses após fratura. Muitas vezes as fraturas vertebrais, geram além de dor crônica nas costas, sintomas neurológicos compressivos e até mesmo alterações pulmonares e gastrointestinais, por mudança do eixo do corpo. A osteoporose, portanto, é uma doença grave e fatal, principalmente quando associada a fraturas, sendo piores as fraturas de quadril”, destaca.

Tratamento e prevenção 

A prevenção da osteoporose é fundamental e envolve diversos fatores, como:

  • Terapia de reposição hormonal: Em alguns casos, pode ser indicada para mulheres na menopausa.
  • Dieta equilibrada: Ingestão adequada de cálcio e vitamina D.
  • Exercícios físicos: Principalmente com treino resistido e de equilíbrio.
  • Evitar hábitos nocivos: Tabagismo, etilismo e consumo excessivo de cafeína.
  • Acompanhamento médico: Realização de exames periódicos, como a densitometria óssea.

“A osteoporose tem diversos tratamentos eficazes e já validados, disponíveis para uso no Brasil. A suplementação de cálcio e vitamina D é fundamental. Treino físico e de equilíbrio. Eliminar fatores de risco modificáveis. Existem ainda outras opções terapêuticas como os bisfosfonatos, terapia de reposição hormonal, denosumabe, teriparatida, romosuzumabe, dentre várias outras opções. Não há justificativa para que qualquer pessoa no Brasil, dentro dos grupos de risco, não seja pesquisada para osteoporose e iniciado tratamento o mais precocemente possível, evitando assim o terrível desfecho da osteoporose, que são as fraturas”, complementa.

Com a chegada do climatério e, principalmente, da menopausa, o rastreamento para osteoporose torna-se essencial para a saúde feminina. Segundo Denison, essa avaliação também é recomendada para homens a partir dos 50 anos. “É necessário que o médico solicite, pelo menos, a densitometria óssea, que é o exame adequado para o diagnóstico da osteoporose. Além disso, exames complementares podem ser requisitados para descartar outras doenças que fazem diagnóstico diferencial, como condições endocrinológicas, disabsortivas, inflamatórias crônicas e autoimunes”, explica o especialista.

O acompanhamento deve ser contínuo, com a repetição da densitometria em intervalos definidos de acordo com os resultados iniciais e os fatores de risco individuais do paciente. Denison também destaca a importância de exames de imagem, como o raio-X de quadril e coluna, que podem identificar fraturas silenciosas. “Muitos pacientes descobrem que têm osteoporose ao realizar exames motivados por dores nas costas. Frequentemente, é detectada a presença de uma ou mais fraturas anteriores, algumas vezes sem histórico de trauma relatado”, alerta.

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