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Perda de cabelo feminina: motivos, prevenção e abordagens terapêuticas

Dermatologista explica os principais fatores que levam à perda dos fios, quando procurar um dermatologista e quais são as opções de tratamento para a calvície feminina

às 13h45
Thâmara Morita- Médica dermatologista e professora da Unit
Thâmara Morita- Médica dermatologista e professora da Unit
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A queda de cabelo é um problema comum que afeta mulheres de todas as idades, impactando não apenas a estética, mas também a autoestima e a saúde emocional. Seja por fatores hormonais, estresse, má alimentação ou outras causas. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a queda de cabelo afeta cerca de 30% das mulheres entre os 45 a 60 anos no Brasil. Embora a queda de cabelo seja mais comum em homens, as mulheres também podem sofrer com a perda dos fios, que se manifesta de formas diferentes em cada gênero.

De acordo com a médica dermatologista Thâmara Morita, professora de Medicina da Universidade Tiradentes (Unit), as principais causas de queda de cabelo em mulheres são a calvície e o eflúvio telógeno. “O eflúvio telógeno é uma queda sazonal de cabelo que ocorre de dois a três meses após um evento desencadeante, como parto, cirurgia, infecção grave ou doença prolongada. Afeta ambos os gêneros, mas a calvície se manifesta de formas diferentes: nos homens, com entradas na testa e coroa do couro cabeludo; e nas mulheres, com o alargamento da risca do cabelo”, explica.

Fatores hormonais e alimentação

Fatores hormonais, como a menopausa e a síndrome dos ovários policísticos, também podem impactar a saúde capilar feminina. “Na menopausa, as alterações hormonais estão associadas a um cabelo opaco, com menos maciez e maleabilidade, e progressivamente mais fino. Já nas mulheres com síndrome dos ovários policísticos, observa-se aumento da quantidade de fios em queda e surgimento de pelos em áreas indesejadas, sobretudo no rosto”, destaca a médica dermatologista.

A má alimentação e o estresse também podem contribuir para a queda de cabelo. Uma dieta pobre em vitaminas e minerais essenciais para o crescimento e a resistência dos cabelos pode levar à queda. “Para mantê-los fortes e brilhantes, é importante consumir peixes oleosos, como salmão e sardinha, ricos em ômega 3 e proteínas, pelo menos duas vezes por semana. Castanhas e nozes fornecem zinco, cuja falta pode levar à queda capilar. Folhas verdes, como espinafre e rúcula, são fontes de ferro, fundamental para o crescimento dos fios. Além disso, ovos, iogurte e frutas ricas em vitamina C garantem vitaminas do complexo B, cálcio e proteínas, prevenindo cabelos opacos e quebradiços”, orienta Thâmara.

Quando se preocupar e procurar um dermatologista

É importante procurar um médico dermatologista quando o número de fios perdidos diariamente supera 100-150 hastes, há falhas visíveis no couro cabeludo ou ocorre perda definitiva dos folículos. O dermatologista é o profissional capacitado para identificar as causas da queda de cabelo e indicar o tratamento adequado.

“Médicos dermatologistas utilizam no consultório um aparelho chamado de dermatoscópio, um microscópio para analisar em detalhes o couro cabeludo e os fios de cabelo. Por meio desse procedimento, é possível, na maioria dos casos, diagnosticar a calvície feminina. Nos casos duvidosos, o especialista pode recorrer a uma biópsia do couro cabeludo, em que um ou dois fragmentos pequenos da pele são retirados para estudo em laboratório de patologia. Em alguns casos, exames de sangue são solicitados para avaliar os níveis de hormônios”, elenca a médica.

Tratamentos e soluções para a calvície feminina

Existem modalidades de tratamento disponíveis para uso em casa ou para execução no consultório médico. “A mais moderna delas, chamada de eletroporação, é realizada em sessões que duram menos de 20 minutos, não causa dor e não afasta os pacientes de suas atividades diárias. Além dessa técnica, dermatologistas empregam o microagulhamento, lasers, e a Microinfusão de Medicamentos na Pele (MMP), para o tratamento da queda de cabelo”, detalha.

A calvície feminina tem cura?

Embora os cabelos perdidos não sejam recuperados, com o uso regular da medicação e o acompanhamento médico, é possível retardar a queda e melhorar a aparência dos cabelos. Entretanto, a calvície feminina não tem cura, pois envolve predisposição genética. 

“Os medicamentos disponíveis, como minoxidil, espironolactona, finasterida e dutasterida, estão focados em desacelerar o afinamento e o desaparecimento dos fios. Tais tratamentos melhoram a circulação sanguínea ao redor dos folículos, entregando mais oxigênio e nutrientes aos fios, como é o caso do minoxidil, ou reduzem os níveis dos hormônios responsáveis pela calvície, como é o caso da finasterida. Apesar dos cabelos perdidos não serem recuperados, com o uso regular da medicação, a queda é retardada”, orienta Thâmara Morita, enfatizando a importância de procurar um profissional especializado antes de introduzir esses medicamentos.

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