O Programa de Atenção Integral à Melhor Idade (Paimi), projeto de extensão da Universidade Tiradentes (Unit), realizou mais uma edição do seu tradicional CarnaPaimi. A festa, que acontece anualmente após o Carnaval oficial, é um momento de celebração, alegria e resgate emocional para as participantes do programa, proporcionando uma “ressaca” carnavalesca repleta de energia e memórias.
De acordo com a coordenadora do Paimi, Zulnara Mota, a escolha de realizar a festa pós-carnaval tem um motivo especial. “Nós realizamos a ressaca do carnaval para que elas possam aproveitar outros carnavais e participar dos blocos e grupos que frequentam. Elas aguardam esse momento com muita ansiedade”, comenta. O evento é um marco no calendário do Paimi e incentiva que as participantes usem fantasias que já possuem ou criem novas, resgatando memórias e sonhos. “O importante é que, nesta tarde, elas possam se divertir, se expressar com alegria e viver esse momento especial”, acrescentou Zulnara.
Integração e atividades
A atmosfera festiva do CarnaPaimi é potencializada pela participação de profissionais da Unit, como o professor de Dançaterapia, Sidney Rocha. “O projeto, mais uma vez, surpreendendo essas meninas! É muito gratificante, porque temos a oportunidade de promover esse resgate emocional com elas. Mesmo que o carnaval já tenha passado, conseguimos trazer essa atmosfera festiva, permitindo que elas se divirtam com a dança, se reúnam, coloquem seus adereços e revivam essa celebração tão especial”, comenta o professor.
A dança, aliás, é um dos pilares do evento, com coreografias especialmente preparadas para estimular o movimento e a alegria. “Hoje, preparamos algumas coreografias de sucesso para que elas possam se movimentar, trabalhar a mobilidade e, acima de tudo, sentir essa alegria. Afinal, ninguém dança triste! Elas são um reflexo disso: quando entram no salão e começam a dançar, esquecem todos os problemas e simplesmente vivem o momento”, relata Sidney.
Além da diversão, o CarnaPaimi também se integra às atividades terapêuticas oferecidas pelo projeto. Maria Jane Aquino, professora de Fisioterapia da Unit, ressalta a importância da integração entre lazer e cuidado com a saúde. “Já realizamos uma ação com essas idosas em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, onde promovemos uma tarde de massagens relaxantes. Todas adoraram a experiência! Também fizemos um alongamento para prepará-las para a festa, permitindo que possam dançar com mais conforto e segurança”, pontua.
A professora também detalha as ações contínuas na área da fisioterapia. “Nossa programação para este semestre inclui o atendimento individual de 30 idosas na área de fisioterapia. Já realizamos uma triagem prévia e selecionamos aquelas que apresentam alguma disfunção, dor, desequilíbrio ou histórico de quedas. Esses atendimentos individuais terão início na próxima segunda-feira”, projeta Maria Jane.
Troca mútua
O CarnaPaimi também serve como um momento de aprendizado e vivência para os estudantes da Unit. Maria Luisa Fragoso, aluna do 7º período de Fisioterapia, compartilha suas primeiras impressões sobre o projeto. “Minhas primeiras impressões sobre o projeto são que, inicialmente, eu não conhecia muito bem. Já tinha ouvido falar, mas achava que era apenas um grupo de idosos que desenvolvia atividades aqui. No entanto, percebi que é algo muito além disso. Elas são como uma família, o que é um grande diferencial da Unit, principalmente por incentivar projetos como esse e aproximar as pessoas”, elenca.
Maria Luisa também relata sua participação ativa no projeto. “Nesse início, estamos apenas conhecendo o projeto e as participantes, e já fomos divididos em grupos. A partir da semana que vem, começamos os estágios e o trabalho prático. Espero adquirir muita experiência com elas, porque acredito que seja uma troca mútua: nós aprendemos com elas e elas aprendem com a gente. Mais do que estudantes de fisioterapia e pacientes, espero que criemos um vínculo, um apoio, um carinho que, quem sabe, futuramente se transforme até em amizade”, infere.
Para as participantes, o Paimi representa muito mais do que um programa de atividades. Maria de Lourdes Sousa, uma das idosas que frequenta o projeto, compartilha sua experiência: “O Paimi veio para nos agregar, nos trazer alegria e também muito conhecimento. Além disso, contribui para a nossa saúde, principalmente com o acompanhamento da fisioterapia. Para mim, o Paimi é algo maravilhoso”, declara.
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